segunda-feira, 25 de março de 2013

Representação mental do dinheiro - Por Bernadette Vilhena



Quando falamos sobre dinheiro, inconscientemente associamos a ele uma diversidade de simbolismos que variam de acordo com cada pessoa, com sua história e com seu modo de viver a vida. Essas representações flutuam do bom ao ruim constantemente.
Podemos dizer que o dinheiro pode ser compreendido como uma construção social onde seu valor é ligado à cultura local, crença coletiva e como sua representação é transmitida de geração para geração.
Na nossa sociedade é comum a associação do dinheiro ao poder, talento e sua a escassez é tida como fracasso ou fardo. Isso afeta diretamente o sentido de identidade de cada pessoa: o sucesso ou fracasso financeiro tem impacto na autoimagem do indivíduo. Podemos concebê-lo também como elemento de interação social ou de brigas, apego ou generosidade, benção ou maldição. Cada um de nós tem uma representação mental e um modo de lidar com as questões relacionadas ao dinheiro.
Dentro dessas construções individuais e coletivas, a criança aos poucos percebe o emprego desse signo e absorve os simbolismos relacionados a ele, contribuindo assim para formação de sua personalidade financeira.  O modo como os pais se comportam em relação às questões ligadas ao dinheiro e como transmitem os ensinamentos financeiros a seus filhos tem um peso significativo na forma como essa criança vivenciará suas primeiras relações com o dinheiro e como começará a entender esse universo.
A sabedoria é reconhecê-lo como uma “energia neutra” e buscar o equilíbrio para usar esse recurso com consciência e inteligência. É importante saber que todo o tempo sinalizamos para nossos filhos o modo como lidamos com as questões financeiras,  cada atitude contribui para a formação da personalidade dessa criança.
Para lidarmos de modo mais saudável com tantas questões, precisamos refletir sobre as nossas representações mentais, emoções, lembranças, equívocos e expectativas em relação ao dinheiro. A partir desse compromisso pessoal seremos melhores educadores para nossas crianças.

Abraço.
Bernadette Vilhen 
www.vilhenapedagogiaempresarial.blogspot.com

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