Quantas vezes você muito
provavelmente tentou juntar dinheiro e ao perceber que possuía certa quantia na
Poupança resolveu sacá-lo para gastá-lo em alguma justa “oportunidade”. Só que
essa oportunidade nem sempre está alinhada ou condizente com o Objetivo ou
Projeto de Vida inicialmente proposto e aí que o problema aparece. Só para
entender melhor funciona mais ou menos assim: a pessoa tem como objetivo
acumular recursos para a sua aposentadoria e propõe-se a depositar um valor
mensalmente, porém, depois de algum tempo surge a tal “oportunidade” de trocar
de carro, seja por que apareceu uma oferta imperdível ou por uma redução do
IPI. Nesse momento o pequeno investidor se torna tentado a adquirir o bem de
consumo abrindo mão de sua aposentadoria e da segurança no futuro pelo conforto
do presente sacando todo o recurso depositado ao longo de anos. Parece uma decisão
simples sem grandes consequências, mas que lá na frente fará falta para a
manutenção de seu padrão de vida.
Para evitar isso a sugestão é que
você possa carimbar seu dinheiro para aquilo que é importante definindo dentro
do seu Orçamento Financeiro Pessoal uma verba para a realização desses Projetos
de Vida que podem ser desde a troca do carro, a viagem dos sonhos, a compra do
imóvel, a faculdade dos filhos ou a merecida aposentadoria. Carimbando o seu dinheiro para o que é
importante surgem dois grandes benefícios imediatos para sua vida Financeira. O
primeiro é que você prioriza o que é realmente importante e o segundo que você
separa o que é necessário para a realização desses Projetos.
Para ajudá-lo segue uma tabela abaixo para que possa
entender melhor como separar os recursos necessários em uma aplicação financeira
com o objetivo de encaixá-lo dentro de seu Planejamento Financeiro:
Primeiro defina e separe os
Objetivos que podem ocorrer em Curtíssimo, Curto, Médio, Longo e Longuíssimo
Prazo. Após carimbá-los em função do tempo de realização/vencimento temos que
carimbar também o Valor Necessário
para a realização desses Objetivos. Verifique se há ou não algum Valor já Acumulado para isso, pois senão, como no caso da pintura da casa
você terá que acumular recursos a partir de agora. Depois disso com a taxa de
juros estimada para sua aplicação financeira ficará fácil de definir os valores
mensais a serem investidos que somados determinarão o Valor de aporte total mensal para a
realização de seus Objetivos. Esses investimentos em função do prazo podem
ser acumulados numa Caderneta de Poupança, Títulos Públicos via Tesouro Direto
ou com a compra de Ações junto ao mercado à vista tentando sempre fugir das
altíssimas taxas de administração ainda cobradas pelas instituições
financeiras.
Rogério Nakata é Planejador
Financeiro Certificado pelo IBCF - Instituto Brasileiro de Certificação de
Profissionais Financeiros, Embaixador CFP® para o Vale do
Paraíba, Agente Autônomo de Investimentos pela CVM (Comissão de Valores
Mobiliários) e Palestrante sobre os temas Educação Financeira e Planejamento
Financeiro de grandes organizações.


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