Os anos
passam depressa e quando percebemos nossas crianças já estão na adolescência.
Essa fase, igualmente a infância, é rica em aprendizados e pode ser vivida com
leveza quando bem acompanhada pelos pais ou responsáveis. É comum ouvirmos
reclamações sobre a mudança de comportamento dos jovens nessa faixa etária, mas
será que estamos preparados para sermos o porto seguro que eles precisam?
As
transformações que estarão acontecendo com eles fazem parte do processo de
amadurecimento e as questões ligadas ao dinheiro costumam ficar evidentes nessa
fase. A construção da identidade desse jovem também passa pelo financeiro. Caso
a família não teve o hábito de conversar sobre finanças desde a infância, os
questionamentos sem dúvida virão mais fortes nessa fase, principalmente
decorrentes da comparação com os amigos, da necessidade que muitos jovens têm
de consumir para serem aceitos pela turma e do estímulo ao consumismo...
Esses
questionamentos precisam ser tratados com muita atenção, doçura e firmeza pelos
adultos. Um ponto fundamental é o resgate de valores essências ao bem-estar do
ser humano como o amor, a partilha, a espiritualidade, a responsabilidade, a
dignidade, a alegria sem artifícios! Precisamos trabalhar a autoestima do
adolescente, levá-los ao reconhecimento de suas potencialidades e ajudá-los nas
descobertas essências do Ser. Como cada indivíduo é singular e possuem
motivações diferentes, o caminho para sensibilizar esse jovem virá do diálogo e
da busca pelo que faz sentido para ele.
É importante saber que o perigo está
na cultura ao ter. O consumo
excessivo de tudo tem assumido um lugar de destaque nas relações sociais entre
os jovens e isso é perigoso para a consolidação de valores imprescindíveis na
fase adulta. O pesquisador da UFMG Paulo César Pinho Ribeiro afirma que “há um
consumo exagerado de tudo: dinheiro, imagem, roupas, perfumes, adornos, grifes,
amor, sexo, bens de consumo e substâncias lícitas e ilícitas. O planeta em que
vivemos está em crise: de um lado, consumismo exagerado e avanços tecnológicos
que nos surpreendem a cada dia; de outro, fome, miséria e desigualdade. Um
mundo onde o ter é mais importante do
que o ser. Neste mundo consumista, os adolescentes foram
escolhidos como o alvo mais fácil dessa escalada sem rumo, sendo hoje chamados
de filhos do consumismo.”
Essas
incômodas questões precisam ser trazidas á tona para que todos nós, pais ou
não, possamos refletir sobre nossas condutas frente a uma sociedade
capitalista. Precisamos de atenção para não cair na armadilha: funcionar no
automático e achar que tudo isso é normal, moderno...
Abraço
e até o próximo encontro,
Bernadette Vilhena
www.vilhenapedagogiaempresarial.blogspot.com

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