As mudanças nas regras
para o rendimento da poupança completaram um ano e a rentabilidade mostrou-se
comprometida, ficando abaixo da inflação. Isso significa que para aqueles que
deixaram seu dinheiro investido na caderneta de poupança, não só estagnaram o
seu patrimônio, como também não conseguiram manter o mesmo padrão de
vida.
O rendimento da poupança
em relação ao IPCA (índice que mede a inflação oficial do país) vem sofrendo uma
grande oscilação em um período inferior há um ano. De setembro de 2012 a abril
de 2013, a perda foi em torno de 0,10% por mês. Em maio, ocorreu uma pequena
recuperação, mas ainda muito tímida. O rendimento da poupança fechou em apenas
0,05% acima da inflação.
Isso reflete uma triste
realidade do brasileiro, que ainda não sabe investir e dificilmente alcançará
sua independência financeira.
Mesmo com a
rentabilidade comprometida, o volume de depósitos ainda surpreende. Nos
primeiros cinco meses do ano, a captação liquida da poupança foi de R$ 18,822
bilhões. Somente em maio os depósitos superaram os saques em R$ 5,625 bilhões.
Isso leva-me há um
questionamento: "Por que grande parte dos brasileiros ainda insiste em colocar
seus rendimentos em uma aplicação que não proporciona um retorno satisfatório e
sequer permite a manutenção do padrão de vida?"
A antiga poupança
utiliza-se da aura de segurança e de garantias como a isenção do imposto de
renda e a garantia do FGC (Fundo Garantidor de Crédito) em caso de intervenção
bancária. Nesse último caso, ainda existe o fator do aumento do limite do FGC
para R$ 250 mil.
Os investidores acabam
procurando a poupança em busca de segurança, para evitar a perda de capital.
Para não perderem dinheiro, acabam se afastando da diversificação dos
investimentos, como por exemplo, o investimento na Bolsa de Valores. O risco e a
oscilação do mercado são sempre apontados como motivo de
rejeição.
Para aqueles que não
querem correr risco e não desejam ver seu poder de compra reduzido, a poupança
também se mostra como um instrumento financeiro ineficiente. Afinal, apesar de
não apresentar riscos, ela não potencializa o dinheiro
guardado.
Se a inflação se reflete
em tudo o que é consumido, é de se esperar que um investimento seja capaz de
repor essa alta nos custos de vida. E a poupança não está conseguindo esse
retorno.
O caminho mais seguro
para combater essa perda e potencializar o patrimônio é conhecer novas
alternativas de investimento de forma a vencer a inflação que está elevada. Isso
requer apenas informação e orientação adequadas.
Mauro Calil
Palestrante, educador financeiro, fundador da Academia do Dinheiro, e autor dos
livros "Separe uma verba para ser feliz" e "A receita do bolo".

Nenhum comentário:
Postar um comentário