Quando o assunto é Educação
Financeira, devemos destacar que a escola pode desempenhar um papel de extrema
relevância nesse processo. Ela é o ambiente mais completo e propício para
educar financeiramente crianças e adolescentes.
Mas, para que a inserção da
disciplina Educação Financeira ocorra de forma coerente e sustentável no
currículo escolar, é necessário, educar primeiramente, os professores e
gestores. É de fundamental importância que eles compreendam o processo, para
que os conceitos sejam transmitidos adequadamente aos estudantes e assim,
aprendidos.
O caminho para a construção de
uma sociedade mais consciente, sobre as questões que envolvem o uso do
dinheiro, deve ser percorrido de forma cuidadosa, além disso, ele é longo. Por
isso, é de extrema importância habilitar Instituições de Ensino, Educadores e
especialmente os Pais. Todos devem colaborar nesse processo de aprendizagem.
Educação Financeira é um
assunto multidisciplinar, pois envolve discussões referentes a mudanças de
comportamentos e hábitos; ao uso consciente do dinheiro e dos recursos
disponíveis no planeta; envolve temas de Economia, entre outros. Dessa forma,
qual seria o ambiente mais adequado para a transmissão desse conhecimento?
Possivelmente, a sua resposta
será: a escola!
A inserção da Educação
Financeira como disciplina na grade curricular de Instituições de Ensino de
todo o país, pode ser o caminho para a resolução de diversos problemas que
estão se tornando crônicos em nossa sociedade.
Por isso, mais uma vez
destacamos a importância da participação de todos no processo. É preciso
instruir e instrumentalizar os discentes, os docentes e os pais. Todos precisam
desenvolver uma consciência crítica sobre o tema.
Sabemos que as famílias
raramente incluem as crianças e os adolescentes em discussões relacionadas às
finanças familiares. Dessa forma, normalmente a criança e o adolescente não
aprendem a lidar com o dinheiro.
O aluno, em nenhum momento pode
achar que a Educação Financeira o obrigará apenas a guardar dinheiro, que ele
não poderá mais consumir supérfluos, as famosas “besteiras”, que terá que fazer
planilhas e cálculos para controlar o orçamento. Se isso ocorrer, certamente o
processo de aprendizagem não será prazeroso.
É fundamental que os alunos
aprendam a estabelecer metas e objetivos (de curto, médio e longo prazo). Dessa
forma, poderão construir sonhos e com planejamento realizá-los. Com
planejamento terão a noção de quanto custa o que desejam realizar, quanto
poderão guardar e em quanto tempo realizarão.
Muitos adultos que não tiveram
acesso a esse conhecimento, transformaram muitos sonhos em pesadelos. E hoje,
possuem uma vida de instabilidade econômica, volubilidade nas finanças
pessoais, com significativas repercussões tanto em sua vida pessoal, como na da
sociedade.
Até o próximo!
Arethuza
Helena Zero
Consultora
e Educadora Financeira, realiza estudos na área de Educação Financeira para
crianças e adolescentes. É autora da série Os primeiros Passos da Educação
Financeira.
www.educafinanceira.com.br
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www.twitter.com/efinanceira

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