quarta-feira, 12 de junho de 2013

Escola: um ambiente que favorece a Educação Financeira - Por Arethuza Helena Zero


Quando o assunto é Educação Financeira, devemos destacar que a escola pode desempenhar um papel de extrema relevância nesse processo. Ela é o ambiente mais completo e propício para educar financeiramente crianças e adolescentes.
Mas, para que a inserção da disciplina Educação Financeira ocorra de forma coerente e sustentável no currículo escolar, é necessário, educar primeiramente, os professores e gestores. É de fundamental importância que eles compreendam o processo, para que os conceitos sejam transmitidos adequadamente aos estudantes e assim, aprendidos.
O caminho para a construção de uma sociedade mais consciente, sobre as questões que envolvem o uso do dinheiro, deve ser percorrido de forma cuidadosa, além disso, ele é longo. Por isso, é de extrema importância habilitar Instituições de Ensino, Educadores e especialmente os Pais. Todos devem colaborar nesse processo de aprendizagem.
Educação Financeira é um assunto multidisciplinar, pois envolve discussões referentes a mudanças de comportamentos e hábitos; ao uso consciente do dinheiro e dos recursos disponíveis no planeta; envolve temas de Economia, entre outros. Dessa forma, qual seria o ambiente mais adequado para a transmissão desse conhecimento?
Possivelmente, a sua resposta será: a escola!
A inserção da Educação Financeira como disciplina na grade curricular de Instituições de Ensino de todo o país, pode ser o caminho para a resolução de diversos problemas que estão se tornando crônicos em nossa sociedade.
Por isso, mais uma vez destacamos a importância da participação de todos no processo. É preciso instruir e instrumentalizar os discentes, os docentes e os pais. Todos precisam desenvolver uma consciência crítica sobre o tema.
Sabemos que as famílias raramente incluem as crianças e os adolescentes em discussões relacionadas às finanças familiares. Dessa forma, normalmente a criança e o adolescente não aprendem a lidar com o dinheiro.
O aluno, em nenhum momento pode achar que a Educação Financeira o obrigará apenas a guardar dinheiro, que ele não poderá mais consumir supérfluos, as famosas “besteiras”, que terá que fazer planilhas e cálculos para controlar o orçamento. Se isso ocorrer, certamente o processo de aprendizagem não será prazeroso.
É fundamental que os alunos aprendam a estabelecer metas e objetivos (de curto, médio e longo prazo). Dessa forma, poderão construir sonhos e com planejamento realizá-los. Com planejamento terão a noção de quanto custa o que desejam realizar, quanto poderão guardar e em quanto tempo realizarão.
Muitos adultos que não tiveram acesso a esse conhecimento, transformaram muitos sonhos em pesadelos. E hoje, possuem uma vida de instabilidade econômica, volubilidade nas finanças pessoais, com significativas repercussões tanto em sua vida pessoal, como na da sociedade.
Até o próximo!

Arethuza Helena Zero
Consultora e Educadora Financeira, realiza estudos na área de Educação Financeira para crianças e adolescentes. É autora da série Os primeiros Passos da Educação Financeira.

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