segunda-feira, 13 de maio de 2013

Acumulador, eu? Por Bernadette VIlhena



Hoje vamos falar sobre o necessário e o supérfluo. Todos nós acabamos caindo na armadilha dos excessos e nem sempre percebemos. É fato de que temos muito mais do que o necessário para viver. Sabe aqueles dias em que decidimos arrumar os armários? Nesse dia fica claro o volume de coisas desnecessárias guardadas. Você já deu uma volta em sua casa analisando armários e gavetas? Você percebeu quantas roupas que há tempos não usa? Quanta coisa comprou por impulso e agora estão ali somente ocupando espaço em seu armário? Pois é isso mesmo! Todos nós acabamos acumulando muita coisa sem a menor necessidade ou sem a menor noção de que fazemos isso... 
Algumas foram úteis e já não são. Outras nunca serviram para nada... E um pensamento vem à tona: Para que tudo isso?
O conhecimento de nossas necessidades reais nos mostra o limite do necessário e o uso consciente de nosso dinheiro.
É preciso atenção para não nos tornamos “acumuladores” de coisas! Comprar mais itens do que o necessário só porque está barato, comprar porque está todo mundo comprando, não se desfazer de objetos que não são usados há muito tempo, não arrumar armários periodicamente nos faz comprar coisas que já temos e havíamos esquecido... Considero esses, alguns indícios que estamos no caminho do supérfluo.
As crianças acabam aprendendo esse comportamento e começam a gerar também “necessidades artificiais”...  Será que elas não têm brinquedos demais? Brinquedos que não usam mais? Que tal uma blitz nos baús e armários? Tenho certeza de que encontrarão muita coisa em ótimo estado que podem ser doadas para instituições infantis. Ações assim estimulam a solidariedade nas crianças!
Conhecer-se, ter um olhar crítico sobre as constantes necessidades e os desejos materiais são caminhos para buscarmos o necessário. Assim conseguiremos promover a saúde emocional e financeira.
Uma sugestão para começar a pensar na relação necessário x supérfluo: reserve um tempo para abrir armários e gavetas. Veja o que ainda usa, encaminhe o que não utiliza mais, recicle. Chame seus filhos para te ajudarem, assim eles sentirão vontade de fazer o mesmo com seus brinquedos e roupas. Lembrando que existe muito ensinamento nessas pequenas iniciativas.

Abraço!

Bernadette Vilhena                                                                   
www.vilhenapedagogiaempresarial.blogspot.com

Pedagoga Empresarial, especialista em Gestão de Pessoas  possui estudos na área de Ergologia, Administração, Educação Corporativa e Desenvolvimento Humano.
Educadora Financeira com foco em comportamento é responsável pela seção Pedagogia Econômica do site Dinheirama. Seus artigos abordam as questões ligadas a Educação Financeira Infantil e a Alfabetização Financeira de adultos.  


sexta-feira, 10 de maio de 2013

Inflação a 6,49% acumulada. Leve 1 e pague 2 - Por Rogério Nakata





Faz quase 20 anos da implantação do Real e muito jovens não fazem nem ideia do que é esse dragão chamado Inflação. Ele nada mais é que o aumento generalizado de preços e só para se ter uma ideia tínhamos uma inflação mensal, antes de 1994, de aproximadamente 40% ou 300% ao ano. Isso significava receber o seu salário e sair correndo para o supermercado antes das famigeradas maquininhas remarcadoras que muitos que estão lendo esse artigo devem se lembrar e que hoje basta apenas um clique para que todos os preços se alterem como num passe de mágica, graças à informatização.
Todos nós sentimos no bolso, pois a inflação anunciada oficial do governo que é o IPCA (Índice de Preços Consumidor Amplo) abrange todos os itens relacionados abaixo e é bem diferente daquela do tomate que subiu 150%, dos serviços em geral como manicure, cabelereiro, tratamentos de beleza, dos remédios (3%), serviços domésticos (8%), ou seja, a inflação ela é distinta de pessoa para pessoa, pois nem todo mundo precisa comprar medicamentos frequentemente ou necessita de uma empregada doméstica, por isso estes sentem mais na hora de pagar por isso. Parece bobagem, mas se você antes pagava num simples corte de cabelo R$10,00 e passa a pagar R$15 o aumento de R$5,00 representa 50% a mais só nesse item. Agora some os demais itens que fazem parte do seu Orçamento Financeiro Pessoal e Familiar e com certeza verificará uma inflação doméstica diferente da projetada.


Agora aguardem, pois, para aqueles que utilizam transporte público vem mais aumento que pode ocorrer em Junho/Julho, pois o governo e as prefeituras adiaram esse feito para tentar conter a alta no início do ano, mas isso não será mais possível.
Nem a retirada dos impostos que oneravam a cesta básica foi suficiente para conter a inflação de 0,55% em Abril que foi superior à Março (0,47%) em função, principalmente, do preço dos remédios, mas por trás disso está ainda um velho problema que enfrentamos a décadas que são os investimentos para atender a demanda do país.
A inflação é ruim não só para as atividades ligadas ao consumo, mas também para o pequeno aplicador que utiliza a Caderneta de Poupança como forma de se proteger, porém, infelizmente, ele já está perdendo para a inflação que está em 6,03% desde Julho 2012 contra um rendimento de 4,46% no mesmo período (desde implantação das novas regras para Caderneta de Poupança), ou seja, - 26%. Agora se você tem um fundo de investimento com taxas de administração altas, dependendo do fundo aplicado, você está perdendo mais dinheiro ainda e não sabe disso.

O que podemos esperar de tudo isso é que não repitamos erros do passado como o controle de preços e a reindexação dos salários que criam mais insegurança para os empresários e empregados que por parte das empresas acabam colocando essa expectativa de alta na inflação no preço de seus produtos e consequentemente tendo que elevar o valor dos salários toda vez que a inflação subir para manter o poder de compra criando um ciclo de aumento generalizado e descontrole perigoso dos preços de todas as mercadorias, bens e serviços. 

Rogério Nakata é Planejador Financeiro Certificado pelo IBCF - Instituto Brasileiro de Certificação de Profissionais Financeiros, Embaixador CFP® para o Vale do Paraíba, Agente Autônomo de Investimentos pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários) e Palestrante sobre os temas Educação Financeira e Planejamento Financeiro de grandes organizações.


quinta-feira, 9 de maio de 2013

Anatomia de um golpe - Por Mauro Calil



Seja pela minha caixa postal, Twitter ou Facebook, recebo diariamente consultas sobre diversos temas financeiros. Um tema em especial, de um novo golpe financeiro, chamou a minha atenção nos últimos meses, pois tem aumentado. E tenho recebido essas mensagens de diversas partes do país e com características muito próximas, por vezes até idênticas.
Funciona assim: alguém próximo à potencial vítima comenta sobre os maravilhosos investimentos que está fazendo com um grupo de empresários da cidade. Empresta dinheiro a juros para a elite, que remunera 4% ao mês e paga certinho. Todos os meses, o investidor sabe o quanto possui. Não há risco, afinal, são pessoas que possuem reconhecida reputação e alto patrimônio.
A vítima se interessa e pergunta sobre as garantias. Sempre ouve dois tipos de respostas, primeiro que o negócio tem contrato registrado em cartório e, inclusive, chega a ver o documento, com as firmas reconhecidas e os carimbos de cartório. “Não há erro”, pensa a vítima.
A segunda resposta é de que essas pessoas, consideradas influentes, não aceitam emprestar dinheiro para qualquer um. É preciso uma indicação e uma entrevista com um representante do grupo para checar se você entende e tem condições de participar deste seleto grupo que, afinal, não é para qualquer um.
A aura de sedução em fazer negócios e obter o lucro é grande, assim, a vítima começa a insistir com seu amigo para que este sugira seu nome para a entrevista. Após algumas semanas, a vítima é entrevistada e entrega R$ 20 mil, R$ 50 mil, assina um contrato que tem registro em cartório e já faz planos do que irá comprar quando sacar o dinheiro.
Esse golpe possui algumas características comuns a todos os golpes, primeiro precisa de uma promessa de ganho fácil e elevado que valha e turve a visão dos riscos, neste caso, juros de 4% ao mês vindo dos bolsos da elite da cidade. Segundo, precisa ter características de garantia, por exemplo, um contrato registrado em cartório e com firma reconhecida de um devedor muito rico. O terceiro elemento é o aliciador e o quarto, uma vítima gananciosa.
Mas, neste caso, onde está o golpe afinal? Vamos dissecá-lo:
Todo conto do vigário reside no fato de que a vítima é gananciosa e se acha muito mais esperta que o vigarista, por isso é chamado de “otário” pelo golpista. O contrato registrado e com firma reconhecida, assinatura esta que pode ser de um homônimo e não do próprio empresário, nada mais é do que uma prova inconteste que a vítima é um agiota, ou seja, um criminoso perante as leis brasileiras (Lei nº 1.521, de 26 de dezembro de 1951, Art. 4º, Letra a). No Brasil, emprestar dinheiro a juros é crime e, portanto, a vítima nunca poderá reclamar seu dinheiro a menos que queira se explicar ao Ministério Público.
A única alternativa, já arquitetada pelo golpista, será trazer outro “investidor” para receber uma parcela do que for investido pela próxima vítima, ou seja, formar uma pirâmide financeira, o que é outra ilegalidade.
Todos sabem que não existe uma receita mágica para ganhar bons lucros. Sendo assim, aqueles que desejam prosperar financeiramente devem buscar conhecimento, entender sobre os produtos financeiros e sempre procurar ajuda profissional. Por isso, atenção a qualquer promessa de ganho fácil!

Mauro Calil
Palestrante, educador financeiro, fundador da Academia do Dinheiro, e autor dos livros "Separe uma verba para ser feliz" e "A receita do bolo

terça-feira, 7 de maio de 2013

10 passos importantes na educação financeira de seu filho - Por Arethuza Helena Zero



Administrar corretamente os recursos financeiros é um dos caminhos para um futuro tranquilo. Por isso, nunca é cedo para aprender. Chegou a hora de você cuidar da educação financeira de seu filho. Fique atento as dicas a seguir:

1. Ensine o seu filho, desde cedo, a distinguir os objetos que compramos porque “desejamos” ou  “necessitamos”.
2.  Faça com que o seu filho entenda a importância do trabalho dos pais. Dessa forma, ele estabelecerá uma relação entre o trabalho e o ganho de dinheiro e saberá fazer um uso mais consciente e moderado.
3. Demonstre que existem objetos “caros” e “baratos”. Por exemplo, na padaria, no shopping, no supermercado e em outros lugares que a família frequenta.
4. Se achar conveniente, você pode dar uma mesada para o seu filho. A mesada é um bom instrumento na educação financeira das crianças e dos adolescentes.
5. Mostre a seu filho a importância de não desperdiçar : dinheiro, alimentos, água, etc.
6. Deixe seu filho participar das discussões sobre o orçamento familiar. Suas sugestões podem ser valiosas na redução das despesas.
7. Ensine o seu filho a elaborar listas de compras. Isso o ajudará a não consumir por impulso, evitando gastos desnecessários.
8.  Não estabeleça relação entre o desempenho escolar de seu filho e o dinheiro que ele recebe.
9. Ensine a importância de poupar. Vocês podem estipular uma meta de poupança para ser alcançada.
10.  Não presenteie o seu filho a todo momento, estipule datas e momentos especiais.

Até o próximo!

Arethuza Helena Zero

Consultora e Educadora Financeira, realiza estudos na área de Educação Financeira para crianças e adolescentes. É autora da série Os primeiros Passos da Educação Financeira.

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segunda-feira, 6 de maio de 2013

Você Quer. Você Pode - Por Sivia Alambert




“ Não sabendo que era impossível, ele foi lá e fez.” – Jean Cocteau

Quando somos jovens, somos sonhadores e realizadores e nada parece ser tão complicado a ponto de deixarmos de, pelo menos, tentar. Nada parece ser sombrio ou ousado demais. O mundo até parece ser pequeno para tudo o que queremos realizar, mas eis que chega um momento na vida que parece que somos atingidos pelo raio sonífero da realidade. E o que é realidade? Realidade é tudo aquilo que os outros querem que acreditemos que seja ao longo de nossa formação e de nosso crescimento:
“ Você não pode fazer isto”; “Ninguém faria uma coisa dessas”, “ Isso não vai funcionar”, “Você acha que isso vai dar certo?”, “ Isso é ilusão”, “ Isto não é para você!”.
Todos os realizadores já devem ter ouvido frases dessa ordem, ainda que tenham se negado a acreditar nelas. Essas pessoas (os sonhadores realizadores) se recusam a aceitar a “realidade” da vida dos outros em sua própria vida e simplesmente seguem acreditando e construindo as pontes que as levará a realização de seus sonhos.
Portanto, não acredite em tudo o que dizem parecer ser impossível ou que não poderá ser  realizado. Acredite em seus sonhos e persiga-os. Permita-se construir sua própria história de vida.
Lembre-se que sonhar é para todos, mas são poucos os que tem a ousadia de transformar um sonho em realidade e, muito provavelmente, são menos ainda os que tem energia  para ao menos tentar  colocar sonhos em um plano real. “ Ah, isso é muito trabalhoso” ou “ Quem iria comprar uma idéia dessas?” é o que a maioria das pessoas pensam e dizem, mas uma coisa é certa: não importa quão magnífico seja seu sonho, ele continuará sendo somente um sonho se você não se puser em movimento.
Se você realmente deseja transformar  seus sonhos em realidade, você terá que planejar e executar, executar e  planejar, ou seja, você precisa se colocar em movimento, em ação. Então:
1)   Esteja decidido sobre o que irá realizar.
2)   Planeje-se para a ação: Por que quero realizar este sonho? Como devo me preparar para tirar este sonho do imaginário e traze-lo à realidade? O que ou de quem exatamente precisarei para me  ajudar a realiza-lo? Quando pretendo realizar este sonho?
3)   Declare sobre o que você decidiu realizar com familiares e amigos – isto já lhe dará meio que uma “obrigação moral”, um comprometimento com você mesmo, de que você irá iniciar seu projeto de vida.
4)   Planejamento: Reveja seus passos iniciais e veja se continua no caminho ou se foi “abduzido” de seu sonho inicial ou se está se distanciando dele.Se necessário, ajuste as velas e avalie-se sempre para ver se está progredindo em seus passos para transformar seus sonhos em realidade.
5)   Celebre. Sim, imagine o tempo inteiro a grande festa de celebração da sua própria vitória. Como vai ser? Quem que você quer que esteja lá vibrando com você e orgulhoso por você?  Donald Trump diz que “ Sonhar grande ou sonhar pequeno, dá o mesmo trabalho”, então SONHE GRANDE.
6)   Continue executando e planejando até que... lá estará você no topo da sua montanha.
O melhor momento de nossas vidas para darmos início à realização de qualquer sonho (viagem de formatura, carreira a ser seguida, casamento, um negócio próprio, uma conta de investimentos, uma viagem pelo mundo, compra da casa própria, seja lá qual for o seu sonho) é HOJE.
Podemos realizar todos os sonhos que desejamos fortemente,  pois só quando realmente queremos e desejamos algo com muita intensidade é que nos colocamos em ação para realiza-lo e, incrivelmente, tudo parece se encaixar perfeitamente para que eles aconteçam; somos fortes e destemidos, tal qual como na juventude.
Então, eu deixo a pergunta para que você reflita: Você tem sido um realizador ou um atropelador de sonhos?

 Silvia Alambert

Educadora financeira, Diretora Executiva da The Money Camp Brasil, programa de educação financeira de crianças, jovens e adultos 

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Valores e dinheiro – Crenças limitadoras - Por Mauro Calil



Aprendemos desde muito cedo um ditado que diz que “é melhor ser pobre e ter saúde do que ser rico sem saúde”. Contradizendo o que diz este velho ditado, a pobreza não é a garantia de ter uma vida saudável e, tão pouco, a riqueza é a sentença para uma vida desperdiçada em enfermarias ou condenada a mazelas biológicas.

Esta frase nada mais é que um consolo, uma compensação para quem continuamente se frustra por não conseguir alcançar a realização de seus sonhos. O mais cruel nisto tudo é que recebemos este consolo das pessoas que mais nos amam e têm responsabilidade sobre nossa formação, nossos pais, avós, educadores etc. Eles não nos dizem isso por maldade, mas, sim, por já saberem que a vida impõe limites e que muitas vezes devemos nos acalmar frente às dificuldades, pois, somente com calma conseguiremos superar os revezes e os limites que nos são impostos.

Frases como esta eu prefiro designar de crenças limitadoras. Uma crença limitante pode atuar em toda nossa vida, atrasando seu curso contra nosso desejo e, ao invés de servir como um calmante ou um consolo, servirão para aumentar nossas frustrações, atuando contra nossos desejos, promovendo uma autossabotagem, pois passamos a incorporar a crença em nosso conjunto de valores, em nossas verdades conscientes ou não.

Veja como funciona: se te ofereço duas alternativas, a primeira é ter saúde, mas ser pobre, e a outra, ter dinheiro, mas viver internado. Qual você escolheria? Obviamente sabemos que o dinheiro compra o atendimento médico de qualidade, mas não a saúde, e sabemos também que com saúde o pobre poderá viver muito mais plenamente que o rico em um leito de hospital, portanto a vida do pobre saudável é melhor que a do rico enfermo. A escolha é fácil.

No entanto, a vida não tem somente duas alternativas como sugere a crença limitadora. A vida tem tantas alternativas quantas sua mente quiser produzir. E eu sugiro que, dentre muitas opções, você escolha a alternativa que a crença limitadora e seus criadores querem ocultar. Neste caso, ser rico e saudável.
                                                    
Ou seja, não é melhor ser pobre com saúde, esta situação é somente menos ruim. O melhor, de fato, é ser muito rico com muita saúde e existem alternativas ainda melhores que esta.

Muitas outras crenças limitantes sobre a formação de patrimônio volumoso e acúmulo de dinheiro e riqueza existem desde sempre e dia a dia variações do tema são reinventados. Frases como o sujeito é “podre de rico” reforçam a união do ruim (podre) com a riqueza material. Quem quer ser podre?

Uma das crenças limitadoras que julgo das mais hilariantes é “dita” pelos adesivos de carros: “é velho, mas está pago”. Obviamente que é melhor ter um carro pago, que te leve e traga dos diferentes destinos, do que um carro luxuoso, que deixe seu dono atolado em dívidas - perceba aí a semelhança do pobre com saúde. Ora, o melhor mesmo é ter carro zero quilômetro e sem dívidas.

Não se limite acreditando que acumulação de patrimônio não é riqueza. O equilíbrio reside nos diversos níveis patrimoniais e principalmente em você e em seu caráter firme e personalidade segura de si. Receber salário mínimo e ter equilíbrio financeiro é louvável, mas isso não te livrará dos limites apertados da falta de renda. O melhor mesmo é ter renda de R$ 50 mil, R$ 100 mil (ou quanto você sonhar) e não ter aperto algum na vida.

Mauro Calil
Palestrante, educador financeiro e autor dos livros “Separe Uma Verba Para Ser Feliz” e “A Receita do Bolo” – www.academiadodinheiro.com.br




quinta-feira, 2 de maio de 2013

Planejamento Financeiro: bem-estar e liberdade financeira para a sua família. Por Arethuza Helena Zero



As pessoas precisam se conscientizar que a falta de um planejamento financeiro pode ocasionar graves problemas, não apenas na vida de um indivíduo, mas, de sua família, assim como, da própria sociedade. Por isso, é fundamental que ocorra a utilização apropriada dos recursos financeiros.
O dinheiro faz parte da vida, não adianta negarmos! Precisamos saber como adquirí-lo e se portar diante dele. Isso quer dizer, precisamos ganhá-lo de forma ética e honesta e usá-lo de forma consciente, para não cairmos nas tentações do consumismo desenfreado.
Além disso, as famílias  precisam saber que através de um planejamento financeiro é possível melhorar consideravelmente a qualidade de vida de todos.
Melhorar a qualidade de vida da família, provavelmente, é o desejo de todos!
Por isso, precisamos tomar decisões de forma consciente, planejando o futuro. Atitudes conscientes contribuirão de maneira significativa para o bem-estar e liberdade financeira de sua família.
O consumismo e a falta de um planejamento financeiro podem causar diversas adversidades na vida de uma família. Mas de quem é a culpa quando uma família percebe que está numa situação financeira desfavorável?
Atualmente assuntos relacionados a finanças têm sido mais comentados. Frequentemente especialistas estão dando dicas, falando do assunto em telejornais e programas de televisão. Mas, nem sempre foi assim…
Por isso, essas informações estão chegando um pouco tarde para muitos adultos, que já se encontram endividados, atolados em carnês e prestações.
Quando eram jovens, provavelmente não contaram com a ajuda de ninguém que os ensinassem a fazer a gestão de seus recursos financeiros. Dessa forma, tornaram-se adultos irresponsáveis diante de suas finanças, dominados pelo consumismo. Muitos se tornaram compradores compulsivos.
Não podemos passar a vida aprendendo através de tentativas e erros, pois as marcas deixadas pela administração errônea do dinheiro, poderão ser duradouras.
Diante disso, mais uma vez destaco o papel fundamental da Educação Financeira na vida das pessoas, desde a infância. É muito importante que os filhos não repitam os erros dos seus pais. Por isso, a importância fundamental na Educação Financeira desde a infância.
Apesar de ser um tema de relevância para a sociedade, a Educação Financeira ainda não recebeu o destaque necessário, tanto no currículo escolar, como nas discussões familiares.

Arethuza Helena Zero

Consultora e Educadora Financeira, realiza estudos na área de Educação Financeira para crianças e adolescentes. É autora da série Os primeiros Passos da Educação Financeira.

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