quarta-feira, 20 de março de 2013

Consumir ou poupar? Por Arethuza Helena Zero




Consumir faz parte da vida, não é mesmo? E poupar?
Diante desse dilema, o que devemos fazer?
Renunciar ao consumo hoje e poupar para o futuro? Ou consumir hoje, sem pensar no amanhã?

Talvez uma dica valiosa seja consumir com consciência e prudência. Precisamos saber distinguir os nossos desejos e as nossas necessidades.
Os desejos podem tornar o nosso consumo exagerado. No impulso da realização dos nossos sonhos, como a compra de uma bolsa nova, do tênis da moda ou quem sabe, do celular mais moderno, podemos contribuir para um consumo demasiado e principalmente desnecessário.

Dessa forma, nosso consumo acontece de forma desmedida, consumimos sem pensar na escassez dos recursos e no meio ambiente, sem contar no endividamento que um gasto excessivo e não planejado pode gerar para a nossa família.

Os discursos publicitários estão prontos para persuadir e seduzir os consumidores, especialmente as crianças e os adolescentes. É nesse momento que muitos desejos são criados em nossa imaginação. A partir daí, incorporamos a necessidade de adquirir produtos e serviços, que até então, eram desnecessários. Passamos a acreditar que sem eles a nossa vida não será confortável e tão prazerosa.

Os incentivos ao consumos são constantes! Como não cair em tentação?
Abdicar do consumo para poupar não é uma tarefa fácil, eu diria que para muitas pessoas, poupar é um sacrifício. Não é fácil adiar a satisfação de um desejo ou a realização de um sonho. Porém, renunciar ao consumo hoje, pode representar um consumo maior no futuro e um acúmulo de reservas necessário para assegurar uma qualidade de vida.

Atenção! Não estamos afirmando que as pessoas que desejam são consumistas, ou que não devemos consumir.  Estamos falando do consumo desenfreado e suas consequências.
O consumismo pode aumentar o endividamento e a inadimplência. Por isso, é preciso planejar as nossas ações, principalmente quando elas influenciarão a nossa estabilidade financeira. Não podemos esquecer que no futuro precisaremos de alguma reserva, por isso a importância de poupar e investir.

Os consumidores encontram muitos facilitadores para conseguirem comprar os bens desejados (cheque especial, cartão de crédito, financiamento e leasing, etc). Portanto, é preciso ter cautela para que a realização de um sonho, não se transforme em um pesadelo.
Não podemos esquecer que as nossas necessidades são limitadas. E os nossos desejos?
Que tal fazer um exercício?

Você sabe diferenciar os seus desejos e as suas necessidades?
Liste os três últimos produtos que você comprou. Foram itens que estão relacionados aos seus desejos ou às suas necessidades?

Num momento em que nunca se ouviu falar tanto em desenvolvimento sustentável, parece démodé falar em consumir sem consciência.
No Brasil, ainda não é comum falar de Educação Financeira, as crianças crescem aprendendo a consumir, não são instruídas para poupar.

Ainda não temos o hábito de planejar as nossas ações e fazer um orçamento doméstico. É por isso que destaco o papel fundamental da Educação Financeira no desenvolvimento de crianças e adolescentes, pois esse conhecimento refletirá no futuro, em suas decisões de consumo e investimento e consequentemente numa vida financeira saudável.

Arethuza Helena Zero
Educadora Financeira, Graduada em Ciências Sociais pela UNESP, com mestrado em História Econômica pela UNICAMP e doutorado em Desenvolvimento Econômico pelo Instituto de Economia da UNICAMP. 
www.educafinanceira.com.br


terça-feira, 19 de março de 2013

Brasil, um país do Futuro ou será um novo voo da galinha? Por Rogério Nakata














Quantas propagandas interessantes vemos todos os dias dizendo que o futuro chegou a nosso país, porém será que realmente avançamos ou retrocedemos em nosso desenvolvimento?
Em 12 de Novembro de 2009 a revista britânica The Economist colocou como matéria de capa a imagem do Cristo Redentor decolando como se fosse um foguete mostrando a ascensão de um país que parecia estar no caminho certo. Atualmente o que vemos é o Cristo do Corcovado voando de lado mostrando que o país continua não apresentando o empuxo necessário para decolar. Será que faltou combustível pelo aumento recente de preços ou será que faltou como sempre um planejamento adequado para que o país pudesse dar seus próximos passos?

Dinheiro acredito que não faltou, pois arrecadamos mais de R$1 trilhão em impostos em 2012 e mesmo assim continuamos tendo deficiências na saúde com intermináveis filas de espera, falta de medicamentos ou descaso com os mesmos deixando-os expirarem sua data de validade. Profissionais mal remunerados por anos de estudos e mau preparados por universidades que se quer possuem hospitais-escolas para treinar aqueles que trabalharão com o bem mais precioso das pessoas que são suas vidas aumentam ainda mais a incerteza sobre esse futuro.

Na Segurança Pública vemos cada dia mais o índice crescente do aumento da violência levando o país a se transformar num grande campo de batalha onde o número de assassinatos passou 13.910 em 1980 para 49.932 em 2010, segundo o Mapa da Violência 2012, elaborado pelo Instituto Sangari. O número é superior a países em conflitos, como Iraque e Afeganistão, e comparado a nações africanas e caribenhas com governos e instituições precárias e instáveis. 

De catástrofes anunciadas como enchentes, deslizamentos ou como as da boate em Santa Maria no Rio Grande do Sul poderiam ser evitadas se as fiscalizações fossem realizadas conforme determinam as leis, que já existem, mas que não são cumpridas. Por que continuamos a gastar mais para remediar os problemas do que para preveni-los? E isso vale para a nossa vida financeira, pois quanto custa fazer um bom seguro em caso de acidentes, doenças ou falecimentos? Ainda temos a mania de achar que nada vai nos acontecer, mas é bom lembrar que coisas ruins acontecem também como pessoas boas e existe inclusive um livro que fala a respeito disso.

Ingerências governamentais em empresas reconhecidas mundialmente como Petrobras (queda de 36,42% em seu lucro comparado ao obtido em 2011) e Vale fazem a receita cair e colocam em cheque futuros investimentos no país. Mudanças nas regras do jogo mudam a todo tempo gerando dúvida para os empresários que são responsáveis por grande parte dos empregos no Brasil. Redes de transmissão que poderiam estar interligadas como o auxílio da energia eólica e que infelizmente não existem economizariam R$150 milhões por mês com a utilização das atuais termelétricas. Sem falar no risco de apagão que poderá não ocorrer nesse momento, pois “São Pedro” nos ouviu, mas como será o ano que vem com a Copa do Mundo e para os próximos anos. Só para se ter uma ideia se o país tivesse crescido 4% (PIB) como era previsto no começo de 2012 estaríamos hoje às escuras gerando mais dúvida na capacidade de crescimento do país que continua sofrendo com a falta de infraestrutura. Em suma, ninguém em plena consciência monta uma empresa em qualquer lugar do mundo que seja sem energia elétrica.

Outro ponto importante é que apesar de sermos um país continental estamos crescendo menos que os nossos vizinhos e o pior é que com a expectativa de países como o Peru cuja previsão do PIB é de 6,2% e Chile 5,5% deixamos de ter empresas que apostem no Brasil e com isso os empreendedores começam a buscar portos mais seguros devido a todas essas incertezas que geram ruídos desnecessários no desenvolvimento de nossa nação.
Estamos cometendo erros velhos como a tentativa de controles de preços e o mascaramento das contas públicas que causam mais ainda a desconfiança de investidores e empresários. Nunca na história desse país um governo precisou ligar para prefeitos para tentar segurar o preço das passagens de ônibus, ou seja, continuamos a agir como no passado e com certeza teremos os mesmos problemas no futuro e um dos que mais assusta é a volta da inflação cuja expectativa, pelo que parece, não é mais buscar o centro da meta de 4,5% mas sim em ficar dentro do intervalo de 2% para mais e nunca para menos de “segurança”.

Meu caro leitor apesar de todas as propagandas institucionais mostrarem que o país melhorou e de fato houve inevitáveis melhorias principalmente no campo da inclusão social ainda assim basta olhar ao seu redor e perguntar: Como está a sua saúde, a sua segurança, a educação, os empregos, será que atualmente você não está pagando muito caro por tudo isso sendo que todos são direitos descritos em lei na própria Constituição?
Será que estamos realmente decolando ou apenas estamos dando mais um “voo da Galinha”?


Rogério Nakata 
Planejador Financeiro Certificado pelo IBCF - Instituto Brasileiro de Certificação de Profissionais Financeiros, Embaixador CFP® para o Vale do Paraíba, Agente Autônomo de Investimentos pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários) e Palestrante sobre os temas Educação Financeira e Planejamento Financeiro de grandes organizações.

segunda-feira, 18 de março de 2013

O adolescente, sua identidade e as questões financeiras - por Bernadette Vilhena



Os anos passam depressa e quando percebemos nossas crianças já estão na adolescência. Essa fase, igualmente a infância, é rica em aprendizados e pode ser vivida com leveza quando bem acompanhada pelos pais ou responsáveis. É comum ouvirmos reclamações sobre a mudança de comportamento dos jovens nessa faixa etária, mas será que estamos preparados para sermos o porto seguro que eles precisam?
As transformações que estarão acontecendo com eles fazem parte do processo de amadurecimento e as questões ligadas ao dinheiro costumam ficar evidentes nessa fase. A construção da identidade desse jovem também passa pelo financeiro. Caso a família não teve o hábito de conversar sobre finanças desde a infância, os questionamentos sem dúvida virão mais fortes nessa fase, principalmente decorrentes da comparação com os amigos, da necessidade que muitos jovens têm de consumir para serem aceitos pela turma e do estímulo ao consumismo... 

Esses questionamentos precisam ser tratados com muita atenção, doçura e firmeza pelos adultos. Um ponto fundamental é o resgate de valores essências ao bem-estar do ser humano como o amor, a partilha, a espiritualidade, a responsabilidade, a dignidade, a alegria sem artifícios! Precisamos trabalhar a autoestima do adolescente, levá-los ao reconhecimento de suas potencialidades e ajudá-los nas descobertas essências do Ser. Como cada indivíduo é singular e possuem motivações diferentes, o caminho para sensibilizar esse jovem virá do diálogo e da busca pelo que faz sentido para ele.

É importante saber que o perigo está na cultura ao ter. O consumo excessivo de tudo tem assumido um lugar de destaque nas relações sociais entre os jovens e isso é perigoso para a consolidação de valores imprescindíveis na fase adulta. O pesquisador da UFMG Paulo César Pinho Ribeiro afirma que “há um consumo exagerado de tudo: dinheiro, imagem, roupas, perfumes, adornos, grifes, amor, sexo, bens de consumo e substâncias lícitas e ilícitas. O planeta em que vivemos está em crise: de um lado, consumismo exagerado e avanços tecnológicos que nos surpreendem a cada dia; de outro, fome, miséria e desigualdade. Um mundo onde o ter é mais importante do que o ser. Neste mundo consumista, os adolescentes foram escolhidos como o alvo mais fácil dessa escalada sem rumo, sendo hoje chamados de filhos do consumismo.”

Essas incômodas questões precisam ser trazidas á tona para que todos nós, pais ou não, possamos refletir sobre nossas condutas frente a uma sociedade capitalista. Precisamos de atenção para não cair na armadilha: funcionar no automático e achar que tudo isso é normal, moderno...
Abraço e até o próximo encontro,

Bernadette Vilhena                                                                   
 www.vilhenapedagogiaempresarial.blogspot.com

quarta-feira, 13 de março de 2013

Educação financeira na infância



Quem nunca se deparou com aquela cena típica de Shopping Center, uma criança gritando descontroladamente querendo um certo brinquedo?  Não contente, ela se joga no chão e inicia a encenação, que se não fosse cômica, diríamos que seria um anúncio de uma tragédia.
Mas o que fazer?  É importante saber dizer não! Mas quando dizer não?
Os pais, muitas vezes cedem, por vergonha ou penalizados pela cena de seu filho, tão pequeno, jogado naquele chão frio do shopping. Coitadinho!

E você? Como se comporta? O seu filho está fazendo um escândalo na porta de uma loja, o que você faz? Com vergonha cede e compra o que ele pediu, ou diz NÃO?
Você provavelmente quer livrar o seu filho do consumismo desenfreado? Então, está na hora de começar a pensar na Educação Financeira de seu filho.
Não se esqueça que a criança não nasce consumista, o consumismo é um hábito que pode ou não ser incentivado nas crianças.

Então, a lição vem de casa? Sabemos que Educação Financeira ainda não é um tema tratado comumente nas escolas e por isso, muitos aprendem com a vida. Por isso, talvez seu filho comece a se espelhar nos exemplos que ele vivencia dentro de casa.
Os jovens estão imersos em uma sociedade de consumo e se não forem orientados, poderão perder a noção do valor do dinheiro.

Como combater isso?

A Educação Financeira começa na infância! Alguns especialistas já afirmam que a Educação Financeira começa na barriga!
Já é comprovado que um bebê de 18 meses consegue identificar logotipos e antes de completar 2 anos saberá pedir presentes pela marca.

Socorro!

O que faremos com esse bebê quando ele se tornar um adolescente?
Bem, saiba que aos 10 anos, o pré-adolescente tem de 300 a 400 marcas na memória e consome uma grande quantidade de produtos, sem precedentes.
As crianças e os adolescentes estão na mira dos publicitários, pois eles são a alma do negócio de muitas empresas. Por isso, é fundamental  a  criança entender a diferença entre “ o desejo e a necessidade”; o “querer e o precisar”.

Precisamos encontrar um equilíbrio. Não queremos estimular os nossos jovens para que eles se tornem poupadores exagerados, também não queremos que os nossos filhos se tornem consumidores compulsivos. É preciso haver um equilíbrio.

É preciso consumir com consciência!

Arethuza Helena Zero
www.educafinanceira.com.br

Saber Financeiro Apresenta: Arethuza Helena Zero


terça-feira, 12 de março de 2013

O investidor modelo - Por Mauro Calil




Todos os dias sou procurado por pessoas que querem investir melhor seu dinheiro. O cenário atual, de queda nas taxas de juros, aumentou ainda mais esta demanda. Afinal, é incômodo para um trabalhador, tão castigado pela inflação e demais fatores macroeconômicos desfavoráveis, verificar que seu dinheiro depositado em aplicações tradicionais já não rende satisfatoriamente.
Na busca de melhores rendimentos sempre surge a pergunta: Qual o melhor investimento para meu dinheiro?
Esta é a mesma pergunta feita há anos e anos por clientes de bancos a seus gerentes de relacionamento e que surtia bons resultados antigamente, visto que os aconselhamentos sobre investimentos eram lastreados em títulos com rentabilidade superior a 20% ao ano. Mas isso é uma realidade que já mudou.  
Hoje, os investidores que quiserem ter uma rentabilidade diferenciada, deverão ter também um comportamento diferenciado. Assim, é necessário um novo modo de agir, baseado no interesse em conhecer, aprender e estar atento às opções de aplicações disponíveis no mercado.
O novo modelo de investidor não é aquele que deixa nas mãos de quem quer que seja seu dinheiro, mas, sim, aquele que se interessa pelo seu dinheiro, além de somente conhecer sua rentabilidade no fundo A ou B.
Se seu dinheiro fosse um filho para o qual você estivesse em busca de uma escola, você visitaria várias escolas antes de matricular seu filho. Procuraria saber qual a proposta pedagógica de cada uma, seus aparatos materiais e humanos e, então, tomaria sua decisão.
Uma vez matriculado, sua tarefa de acompanhamento no desenvolvimento educacional da criança não cessaria, ou seja, você participaria dos encontros com os educadores, verificaria tarefas de casa e os boletins de notas. Este é o comportamento adequado para se cuidar de uma criança em idade escolar.
O mesmo deve acontecer com seu dinheiro. Deve haver um comportamento de cuidado com o dinheiro, com atitudes adequadas ao seu investimento.
Existem diversas maneiras de potencializar seus investimentos e é possível traduzir este comportamento em cinco princípios de investimento que, se seguidos de forma correta, formam o investidor modelo. São eles:
Invista com consistência e congruência. Ou seja, invista sempre, uma vez por mês ou uma vez por ano, desde que haja disciplina. E também uma quantia proporcional aos seus rendimentos. O ideal é que essa quantia esteja entre 10 e 30%.
Reinvista juros e dividendos. Os frutos devem oferecer novas sementes e não refeições. Faça isso até que seu pomar o alimente para sempre, sem que necessite de grandes cuidados.
Invista em setores e empresas que crescem. Hoje, a renda fixa não garante tão bons resultados. A escolha da renda variável deve ser pelos setores mais promissores e pelas melhores empresas dentro destes setores.
Diversifique. Tenha renda fixa, renda variável e imóveis. A renda fixa formará um colchão de segurança necessário para dar tranquilidade em épocas ruins, a renda variável trará velocidade de enriquecimento e os imóveis, receitas recorrentes a serem reaplicadas.
Mantenha-se atualizado e atuante. O mundo está em constante mutação, sejam elas macro ou microeconômicas. As verdades de hoje serão as dúvidas de amanhã, a atualização é uma necessidade. Mas de nada adianta saber se o conhecimento não for acionado, portanto, é preciso sair da comodidade de perguntar o que fazer e passar a fazer você mesmo.
Bons investimentos!

*Mauro Calil é palestrante, educador financeiro, fundador da Academia do Dinheiro, e autor dos livros “Separe uma verba para ser feliz” e “A receita do bolo”.
 

segunda-feira, 11 de março de 2013

O que importa não é o brinquedo e sim a brincadeira - Por Bernadette Vilhena




Hoje, quero conversar com você sobre o brincar, ato essencial para o desenvolvimento infantil. Através das brincadeiras elas exploram o meio, desenvolvem competências, expressam sentimentos, estimulam os sentidos e descobrem inúmeras possibilidades criativas.
As brincadeiras também cumprem seu papel dentro da socialização econômica das crianças, a grande quantidade de brinquedos além de dificultar o entendimento de limites, colabora para formação de um adulto consumista de acordo com os estudos do Núcleo de cultura e pesquisas do brincar da PUC/SP.
Há um consumo excessivo de brinquedos... E o brincar está ficando de lado... As campanhas publicitárias investem no público infantil, despertando o interesse das crianças para o consumismo. Muitas famílias pensando que estão no caminho certo aumentam consideravelmente suas despesas para atender aos pedidos dos filhos, comprando brinquedos que não suprirão as necessidades do brincar. O que acontece é uma satisfação momentânea da criança e depois o presente é deixado de lado, aumentando o número de “coisas” espalhadas pela casa ou guardadas em um baú colorido...
Atenção pais! Crianças precisam sonhar e criar. Não violente o universo de fantasia infantil com tantos brinquedos sofisticados, pois o fornecimento de brincadeiras prontas compromete o desenvolvimento de importantes habilidades. A criança precisa entrar em contato com brinquedos de pano, madeira, rústicos, simples! Brinquedos que incentivem a criatividade e a liberdade de expressão. Vão brincar de super-herói ou princesa? Não precisa comprar as fantasias: deixe que seus filhos inventem suas roupas usando o que tem em casa!!!
Permita que as crianças explorem o ambiente e usem elementos para darem vazão a criatividade como caixas, tampas de panela, lençóis, almofadas, potes de plástico, colheres.. Claro que com os cuidados necessários para deixar a disposição objetos que não coloquem a segurança delas em risco.
Outro aspecto interessante acontece quando os brinquedos são desmontados pela criança, nesse momento ela está demonstrando sua curiosidade e criatividade diante dele. Algo para pensar é que muitos pais infelizmente tem reações negativas quando isso acontece...
No que se refere aos brinquedos, procure sempre pensar nas possibilidades criativas que ele proporcionará a seu filho. Reserve somente as datas especiais para brinquedos especiais. Assim, além de estimular o desenvolvimento sadio da criança, você também estará educando financeiramente seu pequeno!
Para finalizar é bom saber que o ato de brincar não pode ficar restrito ao material. É preciso estimular as brincadeiras ao ar livre, o teatro e a dança. Todas essas condutas contribuirão para uma infância cheia de lembranças agradáveis. Lembre-se que cada ato de brincar traz consigo uma mensagem, por isso a infância precisa ser cuidada com carinho e atenção.

Um abraço na certeza de que o conhecimento liberta!



Bernadette Vilhena 
www.vilhenapedagogiaempresarial.blogspot.com