
A vida corrida nos impõe diversos compromissos, nos
leva a deixar algumas coisas sempre para depois. Por comodidade deixamos nosso
dinheiro no banco em que a empresa nos paga, aplicamos no que o gerente deseja
ou no que o sistema automático do banco aplica, etc.
Poucos fazem a gestão ativa do seu patrimônio, não
se interessam por investimentos e sequer sabem o quanto pagam de tarifas ao
banco. Aliado a isso, e a despeito das propagandas, os gerentes dos bancos de
varejo raramente dispõem de tempo para um atendimento personalizado, afinal
suas carteiras são gigantes e, estão ocupados demais com seus afazeres e
problemas rotineiros.
O que nos mantêm nestes bancos? Mais uma vez a
comodidade. Isso é péssimo pois inverte a razão comercial. A instituição passa
a não precisar do cliente mas sim o cliente é quem passa a necessitar do banco.
Ocorre que em outros bancos você pode ter um
atendimento realmente diferente com consultoria sobre investimentos, sem pagar
taxas. Faço uma analogia com o mundo gastronômico. Onde o almoço é melhor? No restaurante
por quilo ou no bistrô? As instituições menores além de remunerar melhor os
investimentos, na maioria das vezes oferecem um melhor atendimento porque seus
funcionários não necessitam saber se o cheque compensou ou não, se o cliente
vai sacar ou não, se vendeu capitalização ou não, ou seja, sua preocupação é
com a qualidade da matéria-prima e dos processos que resultam em uma oferta
melhor ao cliente final.
Mas ao contrário do atendimento vip dos bistrôs
que custam caro, a alta gastronomia financeira costuma não ter custo adicional
de taxas de manutenção de conta, cadastro, etc. A alta rentabilidade dos
investimentos destinados a poucos paga tudo.
No mundo financeiro quase nunca o mais
caro é o melhor!
Resta aqui a percepção da segurança. Na verdade
surge a heurística da representatividade, como designado pela ciência das
finanças comportamentais. É o julgamento por estereótipos ou por modelos
mentais de aproximação. Os tomadores de decisão avaliam a probabilidade de
ocorrência de um evento através da similaridade com acontecimentos passados.
Trocando em miúdos, o investidor sempre ficará
psicologicamente refém de seu gerente do grande banco, pois este dirá: Você
sairá DEEESTE banco super sólido? …. E diz isto como se fosse inquebrável. Pois
saiba que não é. Saiba ainda que diversificar seus investimentos em outras
instituições, não só melhora sua rentabilidade como, dilui seu risco. Se você
investe em Renda Fixa ainda terá sua garantia do FGC multiplicada ao migrar
recursos para instituições diversas.
Ninguém melhor do que você pode dar melhor valor
para o seu dinheiro, portanto cuide dele, se não está tendo um bom retorno no
banco atual, mude de banco, se não consegue atendimento da forma como entende
ser boa para você procure outra instituição, às vezes, mudar não faz mal para
ninguém, você não precisa fechar as portas na instituição antiga, mas pode
tentar conseguir uma rentabilidade muito melhor com a mesma ou maior segurança
atual.
“Para quem sabe ler, pingo é letra.” – Ditado
popular
Incomode-se com sua comodidade – Frase minha.
*O professor Mauro Calil
é especialista em investimentos no Banco Ourinvest.
É também palestrante e autor dos livros “Receita do bolo” e “Separe uma verba para ser feliz” e proprietário da Academia do Dinheiro, instituição especializada em cursos de educação financeira e finanças. Possui mestrado pela USP e Pós Graduação em Marketing pela ESPM e certificado pela ANBIMA como CEA.
É também palestrante e autor dos livros “Receita do bolo” e “Separe uma verba para ser feliz” e proprietário da Academia do Dinheiro, instituição especializada em cursos de educação financeira e finanças. Possui mestrado pela USP e Pós Graduação em Marketing pela ESPM e certificado pela ANBIMA como CEA.
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