quinta-feira, 2 de maio de 2013

Planejamento Financeiro: bem-estar e liberdade financeira para a sua família. Por Arethuza Helena Zero



As pessoas precisam se conscientizar que a falta de um planejamento financeiro pode ocasionar graves problemas, não apenas na vida de um indivíduo, mas, de sua família, assim como, da própria sociedade. Por isso, é fundamental que ocorra a utilização apropriada dos recursos financeiros.
O dinheiro faz parte da vida, não adianta negarmos! Precisamos saber como adquirí-lo e se portar diante dele. Isso quer dizer, precisamos ganhá-lo de forma ética e honesta e usá-lo de forma consciente, para não cairmos nas tentações do consumismo desenfreado.
Além disso, as famílias  precisam saber que através de um planejamento financeiro é possível melhorar consideravelmente a qualidade de vida de todos.
Melhorar a qualidade de vida da família, provavelmente, é o desejo de todos!
Por isso, precisamos tomar decisões de forma consciente, planejando o futuro. Atitudes conscientes contribuirão de maneira significativa para o bem-estar e liberdade financeira de sua família.
O consumismo e a falta de um planejamento financeiro podem causar diversas adversidades na vida de uma família. Mas de quem é a culpa quando uma família percebe que está numa situação financeira desfavorável?
Atualmente assuntos relacionados a finanças têm sido mais comentados. Frequentemente especialistas estão dando dicas, falando do assunto em telejornais e programas de televisão. Mas, nem sempre foi assim…
Por isso, essas informações estão chegando um pouco tarde para muitos adultos, que já se encontram endividados, atolados em carnês e prestações.
Quando eram jovens, provavelmente não contaram com a ajuda de ninguém que os ensinassem a fazer a gestão de seus recursos financeiros. Dessa forma, tornaram-se adultos irresponsáveis diante de suas finanças, dominados pelo consumismo. Muitos se tornaram compradores compulsivos.
Não podemos passar a vida aprendendo através de tentativas e erros, pois as marcas deixadas pela administração errônea do dinheiro, poderão ser duradouras.
Diante disso, mais uma vez destaco o papel fundamental da Educação Financeira na vida das pessoas, desde a infância. É muito importante que os filhos não repitam os erros dos seus pais. Por isso, a importância fundamental na Educação Financeira desde a infância.
Apesar de ser um tema de relevância para a sociedade, a Educação Financeira ainda não recebeu o destaque necessário, tanto no currículo escolar, como nas discussões familiares.

Arethuza Helena Zero

Consultora e Educadora Financeira, realiza estudos na área de Educação Financeira para crianças e adolescentes. É autora da série Os primeiros Passos da Educação Financeira.

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terça-feira, 30 de abril de 2013

Faça primeiro o que é necessário. Por Silvia Alambert



Há alguns anos ajudo as pessoas sobre como pensar sobre as questões financeiras de suas vidas e, felizmente, muitas pessoas que passam a compreender a miscelânea financeira que fazem e que realmente desejam ver a mudança em suas vidas, o fazem simplesmente por duas razões:
1)   Realmente desejam mudar
2)   Começam a fazer o que tem que ser feito primeiro.

De nada adianta a pessoa querer uma mudança se não mudar seu padrão mental.
Como em um regime, só dizer que vai começar não basta: tem que começar por mais chato ou difícil que isso possa parecer, pois quando começar a ver os resultados iniciais tomará “gosto” e automaticamente incorporará os novos hábitos em sua vida.

Um exemplo simples de como isso é verdadeiro: você deve conhecer pessoas que já fizeram cirurgia do estômago.
Eu conheço e conheço também pessoas que fizeram esta cirurgia e continuam super em paz com a balança, mas conheço outras que fizeram e voltaram ao estado anterior.
Por que?
Porque continuam no mesmo padrão mental anterior: algumas dessas pessoas não consegue se ver diferente, já que o corpo mudou, mas o padrão mental não e, por isso, nesses casos é requisitado um acompanhamento de um psicólogo, a fim de ajuda-las a mudar seu padrão mental.

Com as finanças pessoais é a mesma coisa: é preciso mudar o padrão mental de um estado financeiro em colapso para outro de uma vida financeira de tranquilidade, pois todos declaram o mesmo desejo que é sair da quebradeira, mas poucos são os que se predispõe a realmente aceitarem que estão fazendo tudo de forma inversa.

Você já deve ter ouvido também sobre pessoas que juram por tudo o que consideram mais sagrado na vida delas que, se saírem do buraco financeiro no qual estão enterradas a nunca mais entrarem nele novamente e, passado algum tempo, lá estão elas novamente fazendo negociações ou reclamando de sua situação financeira.
Natural quando estas pessoas tem a crença de que só terão alguma coisa se estiverem endividadas, por exemplo. E por aí vai.

O primeiro passo para iniciar a mudança é encarar a realidade de frente sem se lamentar por isso. O que está feito está feito e não há como mudar o passado, mas há como agir no presente e, consequentemente, desenhar um novo futuro.

É a sua atitude perante a situação e não o quanto você tem de dinheiro que fará a diferença.

Portanto, se você realmente quer mudar, não adianta culpar isso, aquilo, aquilo outro ou alguém. Mude você o seu jeito de lidar com as coisas da sua vida que só dependem única e exclusivamente de você.

“Comece por fazer o que é necessário, depois faço o que é possível e em breve você estará fazendo o que é impossível.” – S. Francisco de Assis

Pare e pense. Você conhece o caminho, então comece a trilhá-lo.

Ao seu sucesso.

Silvia Alambert

Educadora financeira, Diretora Executiva da The Money Camp Brasil, programa de educação financeira de crianças, jovens e adultos 

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Economia doméstica: pequenas atitudes que fazem a diferença! Por Bernadette Vilhena



Falar de economia doméstica é falar de saúde financeira e de qualidade de vida.  Os aspectos tratados por ela vão além de saber fazer uma planilha de gastos mensais, ela envolve o uso racional dos recursos, a escolha correta dos bens de consumo e de alimentos, as atitudes cotidianas que evitam o desperdício e as ações voltadas ao consumo consciente.
O envolvimento das crianças dentro dos aspectos mencionados acima é importante para a formação de hábitos ecológicos e sustentáveis.  Converse com seus filhos sobre desperdício e sobre a importância de cuidar do planeta. Não há saída além da Educação para essas questões. Enquanto cidadãos, precisamos assumir a nossa parte nessa responsabilidade, deixando de lado as reclamações vazias ou delegando a responsabilidade para os outros...
Estimule seu filho a ajudá-lo em pequenas, mas importantes ações dentro de casa. Algumas práticas podem ajudar a controlar o orçamento doméstico, diminuir as despesas e colaborar para o desenvolvimento social sustentável:
·         ÁGUA: economize no banheiro, elimine vazamentos, use a vassoura e não a mangueira para varrer a calçada, não deixe torneiras pingando e opte por modelos com sensores automáticos;
·         ALIMENTOS: prefira produtos da estação, aproveite todas as partes de verduras e legumes, manuseie com cuidado os alimentos para não danificá-los, consuma produtos da região e estará ajudando a reduzir os custos de transporte, faça um cardápio para semana, pois existe muito desperdício doméstico com frutas, legumes e verduras e atenção a validade dos produtos;
·         RECICLAGEM: priorize produtos ambientalmente corretos, consuma somente o necessário, evite mercadorias com muitas embalagens, separe seu lixo para coleta seletiva, doe o que não serve mais para você, use os dois lados da folha de papel, imprima somente o necessário, use sacolas ecológicas quando for às compras,
·         ENERGIA: economize ao lavar e passar roupa, lavando e passando uma grande quantidade de roupas de uma vez e não exagere no sabão em pó,  use o ar condicionado com moderação, não deixe os aparelhos em stand by,diminua o tempo do banho,  não abra muito a geladeira para ela gastar menos energia,  use somente aparelhos com selo Procel;
·         DINHEIRO: faça sua planilha de gastos mensais, prefira compras à vista, use o cartão de crédito com responsabilidade, pesquise as melhores ofertas, avalie bem quando comprar a prazo, não despreze as moedas e não consuma produtos piratas.
Considerando esses aspectos estaremos no caminho da prática de uma economia doméstica mais sustentável, contribuindo para a construção de um mundo melhor e ensinando nossos filhos a fazerem o mesmo!

Abraço! 

Bernadette Vilhena                                                                   
www.vilhenapedagogiaempresarial.blogspot.com

Pedagoga Empresarial, especialista em Gestão de Pessoas  possui estudos na área de Ergologia, Administração, Educação Corporativa e Desenvolvimento Humano.
Educadora Financeira com foco em comportamento é responsável pela seção Pedagogia Econômica do site Dinheirama. Seus artigos abordam as questões ligadas a Educação Financeira Infantil e a Alfabetização Financeira de adultos.  


sexta-feira, 26 de abril de 2013

SELIC - Como o aumento da taxa básica de juros afeta a nossa vida - Por Rogério Nakata




Quando se houve falar de taxa Selic ou no aumento da taxa básica de juros nos perguntamos: O que é que EU tenho a ver com isso?
Meu caro leitor você e eu temos TUDO a ver com o assunto porque a SELIC além de ser um Sistema Especial de Liquidação e Custódia de títulos públicos é também a nossa taxa básica de juros que subiu na ultima quarta-feira  dia 17/04 para 7,50% e que dita o teto para as aplicações financeiras em renda fixa, mas também é o custo do dinheiro que os bancos tomam para poder emprestar aos tomadores, ou seja, quando a taxa básica sobe os empréstimos ficam mais caros desestimulando o consumo das famílias que até então estavam se lambuzando com o crédito fácil e farto. Com isso há a diminuição da demanda por produtos/serviços e com isso supostamente teremos uma queda na inflação que está acumulada em 6,59% acima do centro da meta que é de 6,5% estipulada pelo Banco Central.
Para que você entenda melhor tudo na Economia tem uma relação, pois quando se aumenta a SELIC as empresas também deixam de tomar crédito, pois ele se torna mais caro e, portanto deixam de investir em produção, na expansão de seu parque fabril e na contratação de mão-de-obra podendo até aumentar o desemprego.
Do lado dos investidores eles preferem aplicar seus recursos em ativos livres de risco como a compra de títulos públicos diminuindo a quantidade de dinheiro em circulação e consequentemente os investimentos na economia real, mas também passam a migrar os investimentos da renda variável para a renda fixa devido à sua maior atratividade desestimulando os investimentos em Bolsa de Valores que vem ultimamente andando de lado.
O que o governo tenta fazer com esse aumento de 0,25% é sinalizar que está de olho no velho dragão chamado Inflação, mas o sentimento de que as coisas estarão mais baratas poderá ocorrer apenas seis meses depois na ponta para o bolso do consumidor até lá, talvez, outras politicas ou iniciativas deverão ser tomadas pela equipe econômica do governo para tentar conter a alta generalizada de preços. Resta saber se será suficiente ou se continuaremos a tampar o sol com a peneira deixando de lado a geração de investimentos necessários na infraestrutura para atender a demanda crescente do país por produtos/serviços além, claro, da diminuição dos gastos públicos que continuam exorbitantemente pesados para a manutenção do país.
Diante de tudo isso você e eu não podemos descuidar de estarmos antenados com as decisões tomadas a cada reunião do Comitê de Política Monetária, pois, as decisões ali tomadas afetam não só a maneira de consumir e de endividar-se da população brasileira, mas também nos rumos do crescimento de um país que um dia pretende passar de emergente para desenvolvido e da manutenção dos empregos daqueles que trabalham e anseiam por prosperidade e estabilidade em suas vidas.

Rogério Nakata 
Planejador Financeiro Certificado pelo IBCF - Instituto Brasileiro de Certificação de Profissionais Financeiros, Embaixador CFP® para o Vale do Paraíba, Agente Autônomo de Investimentos pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários) e Palestrante sobre os temas Educação Financeira e Planejamento Financeiro de grandes organizações.
www.economiacomportamental.com.br



quinta-feira, 25 de abril de 2013

Vivendo à vista - Por Mauro Calil


Costumo dizer que a sociedade brasileira vive um grande mal atualmente, o famoso ‘quanto cabe no bolso’. Enquanto as parcelas do financiamento do carro, adquiridos em 60 parcelas iguais, da compra de roupa, divididos em três vezes no cartão de crédito, estiverem dentro da programação mensal de gastos, o indivíduo vai continuar comprando em suaves parcelas. Ele só para quando essas suaves parcelas, de tudo o que foi comprado, compromete o pagamento das contas – e alguns, ainda assim, continuam comprando indiscriminadamente.

Comprar à vista além de ser mais vantajoso significa não pagar juros mais altos embutidos nas parcelas dos produtos ou serviços. Quando compramos a prazo não percebemos que estamos adquirindo também os juros ruins. Pode parecer estranho esse termo, mas juros ruins são aqueles que não geram nenhum tipo de renda para nós e que estão presentes em dívidas.

Assim como os juros ruins, existem também os juros bons, que recebemos (ao contrário dos ruins, que pagamos) como resultados de nossas aplicações financeiras e que nos geram receita.

Quando compramos a prazo, se somarmos o total de juros embutidos nas parcelas, no final da dívida poderíamos ter comprado dois produtos, ao invés de somente um.

Um dos grandes vilões do orçamento e grande gerador de parcelas é o cartão de crédito. Não estou afirmando que ele deve ser abolido das nossas inúmeras formas de pagamento existentes. Mas a ilusão de compra a longo prazo  esconde juros altos,  que comprometem seriamente o orçamento.
 
Quando surgir a vontade de comprar algo a prazo, é sempre bom lembrar algumas perguntas. Primeiro, preciso realmente deste bem, segundo, tenho necessidade deste produto neste momento, e a mais importante de todas as perguntas, qual é minha capacidade de pagamento, ou seja, vou conseguir honrar o compromisso de pagamento, sem comprometer minhas necessidades básicas.

Como educador financeiro, gostaria de fazer uma proposta para estes compradores ‘de parcelas e juros’: viver durante um ano à vista. Ou seja, não comprar nada a prazo, somente à vista.

O meu raciocínio para esta proposta é a seguinte: se a pessoa consegue fazer um planejamento financeiro para se endividar, para saber quantas parcelas cabem no seu orçamento, ele também consegue fazer o mesmo para não se endividar, para saber o quanto ele pode gastar durante o mês sem fazer dívida.

E se isso é possível, passa a ser viável também incluir nesse planejamento um percentual mensal para investimentos, com objetivos definidos, como a formação de uma poupança para o pagamento à vista de uma viagem, para pagar à vista um curso ou até mesmo para a aposentadoria.

Está lançado o desafio!

Mauro Calil
Palestrante, educador financeiro, fundador da Academia do Dinheiro, e autor dos livros “Separe uma verba para ser feliz” e “A receita do bolo”.

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Cuidando da Educação Financeira do seu filho - Por Arethuza Helena Zero




Muitas famílias nos dias de hoje sentem dificuldade em se organizar financeiramente, não possuem um planejamento financeiro. Mesmo com o pai e a mãe trabalhando, o orçamento, às vezes, aperta. E a situação fica mais difícil, quando falta a compreensão por parte dos filhos. Por isso, preste atenção nas dicas a seguir.
Não  presenteie o seu filho a todo momento. Tenha um critério, escolha momentos, situações e ocasiões para isso, como por exemplo, aniversário ou outras datas especiais.
 Não impeça seu filho de participar das discussões sobre as finanças familiares. Nunca é cedo para aprender e começar a participar da vida financeira da família, isso poderá contribuir para a maturidade financeira dele.
 Se o seu filho recebe mesada, não deixe de conversar com ele sobre o uso que está fazendo do dinheiro. E não esqueça, a mesada é um instrumento para contribuir com a educação financeira de seu filho, não devendo ser associada ao rendimento escolar, por exemplo.
 Não recrimine as escolhas realizadas pelo seu filho, como,  por exemplo, as suas compras. Procure estipular alguns limites e restrições para os gastos desproporcionais.
 Nunca esqueça que, agindo dessa forma, você contribuirá para que ele se torne um adulto responsável e um consumidor consciente.
Continue seguindo nossas dicas!

Arethuza Helena Zero
Consultora e Educadora Financeira, realiza estudos na área de Educação Financeira para crianças e adolescentes. É autora da série Os primeiros Passos da Educação Financeira.
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terça-feira, 23 de abril de 2013

Em épocas de crise prepare-se também para as oportunidades - Por Silvia Alambert




Hábito é tudo aquilo que você tem o costume de fazer. Se não faz, é porque não desenvolveu o hábito de fazer. Parece um raciocínio obvio, mas com as mudanças significativas neste mundo globalizado, crise econômica, queda nas bolsas mundiais, as pessoas muitas vezes se sentem como se fossem apenas espectadoras do contexto e não percebem que fazem parte do que está acontecendo. Além disso, não buscam novos comportamentos para tentar entender como uma situação de crise em países distantes pode afetar diretamente suas próprias vidas.

O que percebo ao conversar com as pessoas sobre quais são os seus sentimentos em relação ao atual cenário econômico, é que muitas dizem que não tem ideia de como isso poderá afetá-las e dizem que isso é “coisa de economia” e de quem está perdendo muito dinheiro.

Ressalto que tudo o que acontece em termos de economia no mundo diz respeito a nós e vai nos impactar de alguma forma, seja na elevação do preço dos alimentos, diminuição de vagas de trabalho no mercado, oscilações na taxa básica de juros alterando valores de empréstimos, alimentos e produtos.  

Ao mesmo tempo, nos momentos de dificuldades apontando no horizonte, é quando o cérebro acelera o seu funcionamento para buscar alternativas criativas e com isso superar tais obstáculos. Por isso, é importante que cada brasileiro esteja informado sobre o que acontece na economia mundial, pois ter um plano “B” na manga pode colocar uma pessoa à frente de outras.

Quando as pessoas ouvem falar sobre crise econômica mundial tendem a julgar que alguém vai dar um jeito na bagunça e que logo estará tudo bem. Em um determinado ponto, elas descobrem sozinhas  que  este “alguém” não conseguirá resolver o problema e que elas terão que dar uma mãozinha, porque o seu dinheiro já não compra mais aquela quantidade de alimentos no supermercado, por exemplo. Em momentos como esses recorrem a uma  planilha improvisada para ver como irão fazer para apertar o cinto e percebem  que os seus sonhos terão que ser prorrogados.

Isso acontece, pois, a falta de hábito de ter um planejamento de vida é que leva muitas pessoas a enlouquecerem quando anúncios sobre grandes crises mundiais aparecem o tempo todo em todos os canais de televisão. A sensação que se tem é que é um complô para assustar a todos, mas não. É um sinal de alerta que vamos recebendo, para que sejamos avisados com antecedência de que é preciso se preparar para algum momento financeiro delicado. Os brasileiros precisam entender que esse sinal já foi dado.

As pessoas que ainda não mudaram seus hábitos continuam levando suas vidas como se aquilo fosse um sinal para o “alguém” (aquele que vai ter que dar conta de arrumar a bagunça), não para eles e assim, continuam levando suas vidas com seus hábitos de consumo desenfreados, sem nem sequer pensarem sobre o advento de uma crise financeira.

Além disso, alguns brasileiros já começaram a puxar o freio de mão e a ajustarem seus planejamentos financeiros. Isto significa apenas pensar nas melhores oportunidades para o seu dinheiro, ao invés de gastá-lo em momento de incerteza.

Para as pessoas que ainda mantêm hábitos de consumo exagerados sem medir conseqüências, deixo em aberto as seguintes questões para que reflitam e respondam a si mesmas: Quais são os meus hábitos com o meu dinheiro? Esses hábitos me são úteis ou atrapalham minha vida financeira e qualidade de vida? Qual é a minha “taxa de desconto” caso eu passe por uma situação difícil a qualquer momento? Eu estou preparado ou estou me preparando para as oportunidades que possam surgir na minha vida? Quais os impactos que uma crise financeira mundial traria para a minha vida neste momento? Eu tenho um plano consistente de realização de vida ou vivo em um castelo de areia?

Silvia Alambert
Empresária, educadora financeira, sócia fundadora da The Money Camp Brasil,  empresa com foco na área da educação financeira de crianças e jovens, palestrante e única brasileira licenciada e autorizada pela Creative Wealth™ International para certificar e licenciar educadores através da metodologia de ensino do programa The Money Camp™ no Brasil e em países de idioma português. Ministra cursos de educação financeira “ In Company”,  em escolas e também realiza trabalhos com as famílias. Acesse www.themoneycamp.com.br