quinta-feira, 11 de abril de 2013

A Falta de Planejamento Financeiro pode levar a GERAÇÃO Y à GERAÇÃO I, de INADIMPLENTES - Por Rogério Tanaka






Antigamente falar de dinheiro era assunto proibido em muitas conversas de família onde os mais velhos diziam que isso era coisa “para gente grande”. Atualmente não falar sobre dinheiro com os mais jovens pode causar sérios problemas financeiros familiares com aqueles que se quer começaram a trabalhar. Mimos, presentes caros, roupas da moda, equipamentos eletrônicos de ultima geração, dinheiro para baladas acabam sendo uma forma de muitos pais compensarem a falta de atenção e de tempo para cuidar dos filhos. Falar a respeito de dinheiro e buscar orientação sobre um tipo de educação que ainda não é ensinada nas escolas faz da Educação Financeira uma das matérias mais importantes para a vida desses jovens. Tudo isso porque segundo a Serasa Experian 18% do endividados se encontram na faixa de 18 a 25 anos, ou seja, só perdem para o grupo com idade de 31 a 40 anos que correspondem a 25% dos endividados.

O modelo tradicional de família mudou bastante nos últimos anos e assim muitos pais passam menos tempo em casa e não detém àquelas horas necessárias para a construção de um relacionamento educativo e maduro com os filhos. Com isso, dizer "não" a "geração Y" passou a ser cada vez mais difícil e impor limites aos filhos para o consumo desenfreado transformou-se num outro grande desafio na vida das famílias. Para se ter uma ideia a falta de planejamento financeiro e o consumo compulsivo conhecido como Oneomania, segundo a OMS – Organização Mundial da Saúde, afeta 5% da população no mundo e 3% só no Brasil e que tem entre os maiores compulsivos as mulheres, os aficionados por informática e por últimos os jovens que impacientes acabam assumindo dívidas desnecessárias prematuramente em suas vidas.

Falar sobre dinheiro é algo que deve acontecer desde o momento em que a criança já começa a fazer seus primeiros pedidos do tipo: “Papai compra isso, mamãe compra aquilo...”. Lógico que não é dar uma aula de juros compostos aos pequenos, mas ensinar valores como desde não jogar papel na rua, noções mínimas de economia doméstica e sustentabilidade fazem parte da Educação Financeira das crianças que se tornarão jovens mais conscientes e mais preparados para lidarem com os desafios de suas vidas financeiras.

Uma recomendação aos pais é ajudar os jovens a fazer escolhas e definir prioridades em família. Construir um Projeto juntos apresentando a eles as possibilidades e impossibilidades momentâneas em função da renda familiar e ensinar-lhes valores como cuidar e zelar por aquilo que se ganha talvez seja mais importante do que deixar-lhes uma pomposa herança. Por isso a recomendação é criar filhos e não herdeiros.

Pais pensem sobre isso e ajam acerca disso por que:

 “Mais importante que deixarmos um mundo melhor para nossos filhos e deixarmos filhos melhores para nosso mundo”

Rogério Nakata 
Planejador Financeiro Certificado pelo IBCF - Instituto Brasileiro de Certificação de Profissionais Financeiros, Embaixador CFP® para o Vale do Paraíba, Agente Autônomo de Investimentos pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários) e Palestrante sobre os temas Educação Financeira e Planejamento Financeiro de grandes organizações. http://www.economiacomportamental.com.br/

quarta-feira, 10 de abril de 2013

O uso do cartão pelo seu filho - Por Arethuza Helena Zero




Para ajudar o seu filho a ter um bom relacionamento com o dinheiro, vale a pena contar com alguns recursos, como por exemplo, o uso do cartão. O cartão é um dos recursos que os pais podem utilizar para ensinar os jovens a lidarem com o dinheiro. A sugestão é que os pais só ofereçam uma modalidade de cartão, quando seus filhos atingirem 12 ou 13 anos.

Você já deve saber que a mesada é um ótimo instrumento na educação financeira. Ela pode ser administrada desde os 7 anos, mas é importante que, nesse momento, a criança receba o dinheiro em espécie, pois dessa forma, ela perceberá que o número de notas vão diminuindo ao longo dos dias.

É muito importante que ela entenda como o dinheiro “está indo embora”! Por exemplo, se a criança recebe uma mesada de R$ 50,00, em dez notas de R$ 5,00, ela precisa perceber que no começo ela tinha um montinho e, depois dos seus gastos, esse montinho sumiu. Por isso, ela deve receber o dinheiro em espécie, pois qualquer modalidade de cartão, nesse momento, seja de crédito ou débito, não permitirá essa observação.

Também é importante salientar, que dos sete aos treze anos, normalmente a criança sai acompanhada dos pais, sendo assim, ela não corre tantos riscos de roubo, a ponto de se necessário a utilização de um cartão. Além disso, provavelmente, ela gastará a sua mesada no universo escolar, principalmente na cantina da escola.

Quando completa 12 anos, esse jovem aumenta a frequência das idas ao shopping com os amigos, para ir ao cinema, por exemplo. As festas também começam a fazer parte da rotina. Dessa forma, lidar apenas com dinheiro em espécie deixa de ser indicado. Nessa idade, os pais podem começar a pensar na possibilidade de oferecerem um cartão.
Caso a escolha dos pais seja um cartão de débito, a sugestão é que tenha o limite do cheque especial bloqueado. Alguns bancos também oferecem um cartão pré-pago, dessa forma, o pai deposita uma quantia que pode ser estipulada em uma conversa com o jovem e ele vai gastando até acabar esse crédito. O cartão de crédito também é uma boa opção, porém, o limite deve ser restrito.

Mas não esqueça, ao oferecer qualquer tipo de cartão, é fundamental que os pais acompanhem os gastos do filho.
Aqui vai uma dica:
Sente periodicamente e analise o extrato junto com o seu filho. Caso ele esteja gastando sem prudência, ajude-o a organizar os gastos. A elaboração de uma planilha, pode ser um caminho.
E lembre-se:
Os cartões só ajudarão na educação financeira dos filhos, se os pais acompanharem a utilização, se estiverem sempre presentes.

Ajude o seu filho a ser um consumidor consciente!

Arethuza Helena Zero
www.twitter.com/efinanceira

segunda-feira, 8 de abril de 2013

A festa de 15 anos: comemoração ou dor de cabeça? - Por Bernadette Vilhena




15 anos: as grandes comemorações voltaram com força nos últimos anos e as empresas de eventos se esforçam para deixá-las cada vez mais requintadas. A questão que trago é: como as famílias lidam com essa demanda? Existe um planejamento para a realização dessas festas?
O tema gera discussões, assim eu gostaria de dizer que eu não sou contra festas! Meu papel aqui é alertar os pais sobre os perigos do endividamento. Muitas famílias comprometem seu orçamento por meses para realizarem as festas de 15 anos de suas filhas.
A decisão por uma grande festa deve ser familiar e o primeiro ponto a ser discutido é a realidade financeira dos pais. Essa decisão tem sido motivo de muita dor de cabeça... De um lado o desejo da festa e do outro as contas que não fecham. Nesse momento é preciso manter o equilíbrio emocional e colocar o orçamento no papel. Caso concluam que é inviável uma festa pode-se encontrar outras maneiras de tornar essa data especial.
As principais ciladas do endividamento nessas situações são:
  • Falta de planejamento;
  • Pouco tempo para buscar orçamentos em vários lugares;
  • O foco somente no apelo emocional/social que essas festas possuem;
  • Vaidade: querer fazer um evento só para não “ser diferente”, pois todo mundo comemora essa data em grande estilo;
  • Ceder à euforia da data e não pensar no que deverá ser pago depois da festa;
  • Não querer falar com a filha sobre as finanças da família.

As festas de aniversário são ótimas oportunidades para trabalhar a educação financeira com nossos filhos. Falar de dinheiro precisa ser um hábito nas famílias e deve ser iniciado quando seu filho é ainda bem pequeno, assim a decisão por fazer um evento ou não fica bem mais fácil. Nesse contexto de troca familiar a adolescente pode até ficar chateada caso não ganhe uma grande festa, mas compreenderá os motivos dessa decisão com mais facilidade...

Abraço!

Bernadette Vilhena                                                                   
 www.vilhenapedagogiaempresarial.blogspot.com

quinta-feira, 4 de abril de 2013

A orientação mais adequada para cada investidor - Por Mauro Calil




O mercado nacional de produtos financeiros é sem dúvida um dos mais plurais quando o assunto é onde e como realizar investimentos. Entre as alternativas mais conhecidas estão os fundos de investimento, renda fixa, imóveis, ações, fundos imobiliários, entre outras. Por termos tantas opções, saber qual é a melhor e mais adequada para seu perfil é fundamental para alcançar os objetivos financeiros.
Cada pessoa possui um comportamento financeiro e um estilo de consumo diferente. Ou seja, tem uma forma particular de gastar o que ganha. Costumo classificar em quatro os principais perfis financeiros, e em cada um deles aponto a fórmula para que alguns hábitos possam ser modificados com a finalidade de alcançar a tão sonhada estabilidade financeira. São eles: o presentista, o nunquista, o semprista e o futurista.

O primeiro perfil é o presentista. Posso dizer que esse é um perfil iniciante, pois não possuem o colchão financeiro e não possuem o hábito de anotar os gastos. O primeiro passo é saldar as dívidas, caso as tenha.  Nesse momento, o mais importante é planejar os gastos, eliminar os juros altos e sempre buscar as melhores formas de negociação. A partir disso poderão iniciar suas reservas.

Os nunquistas fazem parte do segundo perfil. Em geral, os nunquistas não possuem controle do que ganham e gastam. A melhor forma de garantirem seus recursos é sistematicamente anotar em uma planilha o valor que ganham e todas as suas despesas, sem exceções. O planejamento deve ser uma prioridade e todos os gastos supérfluos precisam ser eliminados. A partir desse momento, ele precisa começar a fazer e salvar o dinheiro. Isto é, deve aumentar as formas de ganhá-lo e iniciar um plano de aplicações.  

Em terceiro estão os sempristas. Nesse grupo costumo destacar que o mais necessário é a obtenção de mais conhecimento dos produtos existentes no mercado financeiro. Em geral, é mais vantajoso para esse tipo de investidor buscar novas formas de turbinar seus investimentos, ou seja, sofisticar suas aplicações financeiras buscando maior rentabilidade das aplicações tradicionais. Essa atitude o ajuda a minimizar os riscos e maximizar os ganhos.

E por último estão os futuristas.  Esse perfil de investidor geralmente é muito cauteloso e econômico quanto aos gastos. O planejamento deve fazer parte de sua rotina para aproveitar de forma sadia de seus recursos. Mas também precisa conhecer formas de sofisticar, turbinar, os investimentos para alcançarem mais rápido seus objetivos e metas.
Definir o seu perfil é importante para eliminar as perdas e gradativamente auxiliar a compor o que costumo chamar de colchão financeiro, que consiste nas reservas que separamos por um determinado período.

E para todos os perfis, o conselho é muito simples. Ou melhor, o modo de fazer é muito semelhante. Em todos os casos, o essencial é buscar conhecimento, seja por meio de cursos, palestras, livros ou auxílio de ajuda profissional que possa orientar qual melhor caminho seguir. Assim, a tão sonhada independência financeira estará muito mais próxima de ser alcançada.

*Mauro Calil é palestrante, educador financeiro e autor dos livros “Separe Uma Verba Para Ser Feliz” e “A Receita do Bolo” – www.academiadodinheiro.com.br

quarta-feira, 3 de abril de 2013

CONSUMO CONSCIENTE: POR UM FUTURO SUSTENTÁVEL - Por Arethuza Helena Zero




Atualmente muito se discute sobre o Consumo Consciente, mas poucas pessoas sabem o realmente isso significa.

O consumo consciente é quando o indivíduo e sua família levam em consideração os impactos provocados pelos seus hábitos de consumo, na sociedade e no planeta.
Você, por exemplo, quando vai ao supermercado fica empolgado diante das prateleiras e compra tudo o que deseja? Você não planeja as suas compras?

Sabe qual será o resultado de sua ação? DESPERDÍCIO! Se você não se planejou, provavelmente não consumirá todos os produtos comprados.

Por isso, planejamento é essencial nesse momento. Para realizar uma compra consciente alguns passos devem ser seguidos:  
Primeiro: Verifique quais são as necessidades de sua família. Analise atentamente quais são os produtos que estão faltando em sua casa. Seguindo esse passo, você possivelmente não cairá em tentações, comprando produtos que no momento são desnecessários.
Não se preocupe em perder uma oferta ou uma liquidação. Elas existem frequentemente e fazem parte da concorrência entre os supermercados. Além disso, muitos produtos em oferta estão com o prazo de validade próximo ao vencimento. Se comprar um produto que não será utilizado imediatamente, provavelmente ele vencerá em sua despensa. Fique atento!

Segundo: Faça uma lista de compra. Ela evitará gastos desnecessários!
Terceiro: Não tenha pressa! É importante fazer uma pesquisa de preços em no mínimo três lugares. A internet é um instrumento que poderá facilitar essa pesquisa!
Quarto: Não precisamos ser fiel as marcas mais vendidas e mais famosas. Analise a relação custo-benefício. Escolha um produto capaz de satisfazer as suas necessidades e que se adeque ao seu bolso.

Quinto: Não vá ao supermercado com fome!
Se for ao supermercado com fome, provavelmente comprará muitos produtos desnecessários. Certamente, ao passar pela seção de alimentos não resistirá as guloseimas, alimentos pré-prontos, doces, petiscos e salgadinhos. Evite comprar surpérfluos!
Sexto: Procure fazer o pagamento a vista, se não for possível, não deixe de anotar as parcelas em sua planilha, lembre-se da importância de organizar o orçamento doméstico.
Seguindo esses passos o seu consumo pode ser mais inteligente, mais consciente. Além disso, o seu dinheiro renderá muito!

É preciso que você saiba que iniciativas simples tomadas no nosso cotidiano podem diminuir os efeitos do nosso consumo sobre o meio ambiente e sobre o planeta.

Por isso, é fundamental ensinarmos  para as crianças a importância de reaproveitar alimentos e optar por produtos reciclados. A conscientização das crianças e dos adolescentes e consequentemente das famílias, contribuirá para a saúde financeira de todos.

Práticas simples como as mencionadas, poderão garantir uma qualidade de vida no futuro!

Arethuza Helena Zero
Atualmente é Consultora e Educadora Financeira, realiza estudos na área de Educação Financeira para crianças e adolescentes. É autora da série Os primeiros Passos da Educação Financeira.


www.twitter.com/efinanceira

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Cuidado para que a vida fast não afaste você de seus filhos - Por Bernadette Vilhena




Quando falamos em aprendizagem precisamos saber que os primeiros mestres são os pais. Sabemos que o cotidiano familiar é extraordinário e complexo: muitas demandas, muitas surpresas e vários desafios! E a missão grandiosa de ensinar acaba ficando comprometida em meio nossa vida agitada...
O mundo cada vez mais exigente está aí e a vida precisa ser vivida com sabedoria e olhos atentos. O importante é ter essa consciência. O importante é fazer com que o tempo passado junto aos filhos tenha qualidade procurando estabelecer um diálogo aberto e próximo. Carinho, atenção, limites, confiança, ensinamentos, entendimento, respeito e muito amor são ingredientes fundamentais para que nossos pequenos cresçam bem e com saúde física e emocional.
Com o tempo vamos percebendo o quanto nossas crianças aprenderam e estão colocando em prática todos os ensinamentos absorvidos, inclusive os comportamentos financeiros. 
Nós temos a grata responsabilidade de cuidar e a formar o adulto de amanhã, assim precisamos ter atenção para que a vida fast não nos absorva demais, retirando-nos do convívio saudável com nossas crianças. 
Abraço e dias felizes para todos nós!

Bernadette Vilhena
www.vilhenapedagogiaempresarial.blogspot.com

quinta-feira, 28 de março de 2013

Qualidade de vida além do senso comum - Por Mauro Calil













Recentemente, uma pesquisa realizada pelo Data Popular revelou um dado interessante e muito curioso em relação à mobilidade social. Cerca de 65% dos moradores das favelas  brasileiras podem ser classificados como classe média.

Outros resultados da pesquisa também chamam atenção. Em 2002, aproximadamente 25% dos entrevistados tinha máquina de lavar. Hoje, esse percentual chegou a 52%. A classe baixa média, no mesmo período, foi de 37% para 65%. Mas será que isso reflete uma verdadeira melhoria nos padrões para a qualidade de vida? Ou apenas aumentou o número de pessoas com poder de consumo e do endividamento?

Esse grande contingente considerado nova classe média contabilizou um consumo de R$ 56 bilhões, mas ainda continua dependente da ajuda do Estado, sendo vítima da continuidade das mesmas mazelas sociais há décadas. A pesquisa mostra que essa nova classe média aumentou o consumo de bens duráveis, como máquina de lavar, microcomputador e telefone móvel, mas ainda continua com dificuldade de acesso a serviços básicos, como o de saneamento, por exemplo.

Ainda me questiono como podemos nos inserir em uma nova classe, se não desfrutamos de condições básicas, como por exemplo, registro oficial do nosso imóvel, rede de coleta de esgoto e ainda continuamos dependentes do sistema público de saúde? 
Isso nos leva a uma avaliação de que nosso sistema econômico ainda tem um longo caminho a percorrer, pois medimos nosso “status” pelo consumo e pelo imediatismo e nos esquecemos de nos planejarmos e de reservar um fundo para eventuais emergências. E como não há como saber quando teremos um imprevisto, nossa qualidade de vida fica ameaçada.

Para que de fato esse padrão seja alcançado, é muito importante termos, além do conhecimento dos direitos que cada um possui, orientação para que nossa qualidade de vida seja permanente e não suscetível em momentos de crise.
Como educador financeiro costumo dizer que se não tivermos informações confiáveis, orientação adequada e não tivermos um sonho bem definido, estaremos destinados ao insucesso.

Preferencialmente, a mudança no padrão de vida deve ser algo que nos afete de forma positiva pelo resto de nossa vida. Dessa forma coloco um questionamento para reflexão. Estamos dispostos a transformar nosso futuro e deixar um legado que contribua para a sociedade ou apenas nos basta um conforto passageiro?
Isso é uma questão de escolha!

Mauro Calil é palestrante, educador financeiro, fundador da Academia do Dinheiro, e autor dos livros “Separe uma verba para ser feliz” e “A receita do bolo”.