segunda-feira, 22 de abril de 2013

Arte feita em casa: um cofrinho - Por Bernadette Vilhena




A proposta que trago hoje busca promover um momento em família divertido e educativo, já que a arte faz despertar na criança sua criatividade, sensibilidade e demonstra sua forma de ver o mundo.
Aliando arte e educação financeira, o cofrinho constitui-se em um instrumento eficaz que estimula o ato de poupar desde os primeiros anos de vida. Através da confecção do seu próprio cofrinho é possível despertar na criança o interesse para temas básicos em educação financeira como a paciência, o planejamento e a disciplina.
No processo de criação, elas trabalharão a emoção, a organização de pensamentos e o raciocínio. Outra questão importante a ser trabalhada é a reciclagem de materiais!
Existem muitas ideias para a confecção de um cofrinho em casa. Podemos usar latas, potes ou caixas vazias e com criatividade decorá-las com desenhos e papéis coloridos. Uma ideia legal é imprimir algumas fotos das crianças e fazer uma colagem com elas.
Como incentivo, deixo para vocês uma sugestão de cofrinho com pet que encontrei no blog Cacareco: http://cacareco.net/2011/06/03/artesanato-e-reciclagem-porquinho-de-garrafa-pet-com-eva/


A partir dessa ideia podemos inventar muitas possibilidades!
Abraço e ótima diversão para todos!!


 Bernadette Vilhena                                                                   
 www.vilhenapedagogiaempresarial.blogspot.com

Material para cofrinho com mini garrafa pet:
- garrafas pet pequenas
- e.v.a ( cores de sua preferência)
- cola multi-uso
- tesoura
- olhinhos

Molde:

Modo de fazer:
Com a ajuda do molde recorte as peças no E.V.A
A medida do eva para circular o corpo da garrafinha, pode variar  conforme o tamanho da garrafa.
Com os moldes recortado passe cola e cole na garrafinha.
Para fazer os pés basta fazer 4 rolinhos com o molde e cole para não soltar.
O rabinho, enrolar segurando as duas pontas,  dar uma pequena esquentada para ficar enroladinho.



quinta-feira, 18 de abril de 2013

O crédito realmente inteligente - por Mauro Calil




A todo o momento, as instituições financeiras e as propagandas nos meios de comunicação estimulam a população brasileira a realizar seus sonhos de consumo por meio do crédito, de uma maneira rápida e fácil. Até mesmo o nosso sistema econômico estimula esse comportamento com a justificativa de manter a nossa economia interna do país supostamente pujante.

Considerando os juros cobrados no Brasil nas operações de empréstimo à pessoa física, o crédito realmente inteligente, via de regra, é aquele que não é tomado, raras são as exceções e quase nenhuma está atrelada ao consumo.

Lembro-me de uma exceção ocorrida com uma de nossas alunas na Academia do Dinheiro. Ela entrou pela primeira vez em nossa sala de aula já aos 50 anos de idade, queixando-se que sua gerente lhe recomendava títulos de capitalização como sendo o melhor investimento para ela e, ao mesmo tempo, negociava o aumento do limite de seu cheque especial.

Até aqui, nada de exceção, afinal tomava uma linha de crédito caro para girar seu pequeno negócio, enquanto “poupava” para tentar sair do aluguel - este sim seu grande sonho.

Logo no primeiro curso de nossa grade, Método FAST de Enriquecimento, ela viu a tremenda bobagem que estava fazendo. Visitou de forma inteligente sua vida financeira, passou a ter planos para si e para sua empresa e começou a trilhar o caminho do enriquecimento.

Quatro anos mais tarde, no início de 2013, ela nos presenteou com seu depoimento em sala de aula: zerou as dívidas em menos de seis meses e acumulou, em investimentos turbinados de Renda Fixa e Variável, o suficiente para arcar com 40% de entrada na casa própria. Vale ressaltar que as parcelas do financiamento ficaram 30% mais baratas que o aluguel que já estava acostumada a pagar.

Para tal façanha, ela aceitou, inclusive, perder um pouco do que havia colocado nos títulos de capitalização - que mal repunham a inflação do período  e somente davam uma remota chance de contemplação em sorteio - para ter a certeza de rendimentos maiores no Tesouro Direto.

Esta é uma boa exceção: livrar-se de um aluguel, que é uma dívida que nada constrói ao inquilino pessoa física, e assumir um financiamento de casa própria cuja parcela é menor que o antigo aluguel.

Dito isso, a dica é simples: não saia tomando empréstimos ou parcelando a vida para comprar TVs, carros, viagens, etc. Os juros não deixarão a imagem de sua TV melhor ou farão com que o sinal de seu celular seja infalível. Da mesma forma, os juros não deixarão sua viagem mais divertida ou romântica. Pelo contrário, podem estragar tudo assim que a conta chegar.

Mauro Calil é palestrante, educador financeiro e autor dos livros “Separe Uma Verba Para Ser Feliz” e “A Receita do Bolo”

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Como lidar com dinheiro em família - Por Arethuza Helena Zero




Ter uma família e viver em harmonia com ela é algo maravilhoso, não é mesmo? Mas acredito que muitos concordarão que não é fácil. Afinal, cada membro de nossa família possui seus sonhos, seus desejos, suas preferências e suas necessidades. É nesse momento que aparecem as dificuldades.

Como aceitar os desejos dos outros? Os desejos têm objetos distintos e variam de intensidade. Além disso, podem perder sua importância, pois estão sujeitos a mudanças. Os desejos das pessoas, geralmente, não coincidem. Dessa forma, é em casa que começamos a aprender interagir com as diferenças, inclusive, do ponto de vista das finanças.

Para satisfazer as necessidades e os desejos, normalmente precisamos de dinheiro. Para muitas famílias, o maior desafio é satisfazer todas as necessidades dos seus membros, sem chegar no fim do mês no vermelho. Como fazer para que o dinheiro recebido seja suficiente para pagar todas as contas?
Certamente você já presenciou os seus pais aflitos conversando sobre a falta de dinheiro. Como você se comportou?

É muito importante você saber o quanto a sua família ganha e quanto ela gasta. Certamente você ainda não trabalha, não possui uma renda, afinal, lugar de criança é na escola. Mas saiba que você pode contribuir ativamente na organização do orçamento de sua família, mesmo que sua família não discuta o assunto com você. Quem sabe você não se torna a mola propulsora para que mudanças comecem acontecer em sua casa!
Infelizmente, muitos pais ainda preferem preservar os seus filhos dessas preocupações. Dessa forma, impedem o amadurecimento e o aprendizado de algo fundamental para a sua vida adulta, a administração de seu dinheiro e o controle dos gastos.
Se é em casa que adquirimos e aprendemos a maior parte do conhecimento que utilizaremos na vida adulta, parece contraditório não falarmos de como lidar com dinheiro em família.

As famílias precisam aprender a discutir juntos esse tema. Uma família unida pode administrar positivamente suas finanças e organizar adequadamente seu orçamento doméstico.

Numa família, as decisões tomadas por um membro refletem na vida de todos os outros. Por isso, a importância das decisões serem negociadas, discutidas e principalmente compartilhadas, levando em consideração as necessidades individuais e coletivas. Antes de sair pedindo presentes para os seus pais, seria responsável e solidário de sua parte verificar se o que você deseja cabe no orçamento familiar.
Independentemente do tamanho da renda de sua família, é necessário manter um equilíbrio financeiro necessário para garantir que o orçamento familiar siga um padrão sustentável. O que isso significa?

Significa gastar apenas o que pode ser gasto e nunca mais do que poderia!
Mas se a regra parece tão simples, por que a maioria das pessoas não consegue fazer isso na prática?

Pense nisso!

Arethuza Helena Zero

Consultora e Educadora Financeira, realiza estudos na área de Educação Financeira para crianças e adolescentes. É autora da série Os primeiros Passos da Educação Financeira.

www.educafinanceira.com.br
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terça-feira, 16 de abril de 2013

Apresentamos Silvia Alambert - Colaboradora do Saber Financeiro


O Seu Peixe é Feliz ? Por Silvia Alambert




Muitas pessoas buscam a felicidade em coisas materiais ou jogam sobre os outros a responsabilidade da sua própria felicidade, sem se darem conta que isso faz parte de um processo interno que só diz respeito a si próprio  e a sua própria atitude perante a vida.

Ser e estar feliz é um estado de espírito, pouco tendo a ver com a quantidade de dinheiro ou com a expectativa que é depositada sobre os outros.

Este processo de mudança começa dentro de nós e nós temos um potencial imenso.
Sempre esperamos bons resultados de nossos esforços e a  maioria de nós está preparada para trabalhar duro e pagar o preço que o sucesso e a felicidade demandam.

Cada um de nós tem a habilidade única em colocar todo esse potencial em ação e em alcançar o resultado desejado, mas o que determina mesmo o nível de nosso potencial, que produz a intensidade de nossas atividades e prediz a qualidade do resultado que nós desejamos é a nossa ATITUDE.

A nossa ATITUDE determina uma visão antecipada de nosso futuro. Ela decide o tamanho de nossos sonhos e influencia nossa determinação quando encaramos novos desafios. Nenhuma outra pessoa no mundo tem domínio sobre a nossa atitude.

Pode ser que muitas vezes você leia um livro (ou mesmo esse artigo) e ache que tem tudo a ver com  seu momento de vida e julga os conceitos inspiradores para você aplicar na sua vida. Você se enche de entusiasmo e pensa: “ Vou começar a mudar a minha vida daqui para frente.”
Aí você dorme, acorda, volta à sua rotina diária e pensa: “ Preciso mudar algumas coisas na minha vida.”
O que vem depois? O esquecimento.

Sua acomodação em sua zona de conforto te emperra a ter a atitude que você precisa para iniciar um processo de mudança.
Se você pensa demais para iniciar algo acaba que você se desencoraja ou se esquece.
“Ah, está bom do jeito que está.”, é a única desculpa que você dá a si mesmo para não ter que sair da sua zona de conforto e encarar as mudanças.
Falta exatamente a ATITUDE para querer de fato mudar as coisas que você acha que nem estão tão boas assim.

Dessa maneira, você deixa passar a oportunidade de realizar sua mudança pessoal, entra em um estado de energia baixa e vai se sentindo meio desmotivado, sem entender muito bem o porque de tanto esforço e energia despendida.

Sua ação depende única e exclusivamente de sua atitude e a sua atitude é que o levará aos resultados que você deseja ver em sua vida.

Sem atitude = sem ação = sem resultado.

Para que você tenha resultados positivos em sua vida, é preciso que você acredite nesse seu potencial e tenha a atitude de se colocar em movimento para que algo mágico aconteça.

Se a sua atitude é a de sempre esperar mais um pouco para ver como é que irá ficar; se você dá mais importância à opinião dos outros do que à sua própria e se ao invés de se colocar em movimento você fica contando os votos de quantos foram a favor e quantos foram contra sua intenção em realizar algum tipo de mudança em qualquer campo de sua vida, é bem provável que você passe pela vida acreditando que tinha que ser assim mesmo.

Há um conto que fala mais ou menos assim:
Certa vez um mestre chamado Tzu e um amigo caminhavam à margem de um rio.
“Veja os peixes nadando na corrente,” disse Tzu, “Eles estão realmente felizes…”
“Você não é um peixe,” replicou arrogantemente seu amigo, “Então você não pode saber se eles estão felizes.”
“Você não é Tzu,” disse o mestre, “Então como você sabe que eu não sei que os peixes estão felizes?”

Isso significa que ninguém conhece melhor a você do que você mesmo, então, ter uma atitude correta de acordo com o que você acredita é um dos princípios básicos requeridos para alcançar o que você considera como sendo o  seu “sucesso pessoal”.
Saia de sua zona de conforto e coloque-se em movimento, ouça a sua voz interior e tenha a atitude para mudar tudo.
Uma atitude positiva sobre você mesmo influencia todas as áreas de sua existência e impactará diretamente em seu futuro.

Silvia Alambert 
Educadora financeira, Diretora Executiva da The Money Camp Brasil, programa de educação financeira de crianças, jovens e adultos (www.themoneycamp.com.br).

segunda-feira, 15 de abril de 2013

A importância dos exemplos cotidianos na formação das crianças - Por Bernadette Vilhena













É junto da família que as primeiras aprendizagens nas diversas esferas da vida acontecem. O comportamento financeiro dos filhos também começa a ser formado dentro de casa, assim quero falar com vocês sobre a importância dos exemplos! Sabemos que as palavras sensibilizam, mas os exemplos ocupam um lugar extremamente importante dentro das relações humanas.

As crianças aprendem também por imitação, reproduzem nas brincadeiras e nos desenhos as situações que vivenciam. São observadoras atentas de tudo ao seu redor! Quando pensamos que estão distraídas elas nos surpreendem com comentários sobre o que acabamos de falar ou fazer.

Dentro do contexto financeiro nossas falas e condutas são absorvidas por elas e a partir disso, elas formam seu sistema de crenças e atitudes com relação ao dinheiro.  Assim, paralelo aos ensinamentos financeiros oferecidos aos seus filhos pense em como você lida com as questões relacionadas ao dinheiro. Educamos financeiramente nossos filhos mais pelos exemplos do que pelas palavras. Algumas questões para ajudar você a pensar sobre isso:
  •      Como é sua relação com o dinheiro?
  •      O dinheiro é motivo de discussões dentro de casa?
  •      Como lidam com a restrição financeira?
  •      Como lidam a abundância financeira?
  •      É comum reclamar de falta de dinheiro, mas quando sai na rua sempre compra alguma coisa?
  •    Costumam conversar sobre desejos e necessidades?
  •      Costumam ajudar aos mais necessitados?

Lembrem-se sempre que a coerência financeira dos adultos é fonte de aprendizado para os filhos.

Abraço e dias felizes para todos!

Bernadette Vilhena                                                                   
 www.vilhenapedagogiaempresarial.blogspot.com


sexta-feira, 12 de abril de 2013

A Bolsa de Valores é para todos! Por Mauro Calil


Quando desejamos chegar a algum lugar e precisamos saber qual o caminho mais adequado, entre outras coisas analisamos como chegar no menor tempo e ainda apreciar a paisagem. No mercado financeiro podemos fazer a mesma analogia, e um dos destinos que sempre está no caminho dos investidores é a Bolsa de Valores.
A Bolsa de Valores ainda não é familiar para todos devido a sua complexidade e, principalmente, a cultura brasileira de renda fixa (leia-se, caderneta de poupança). Soma-se a isso experiências negativas que alguns pseudos investidores tiveram por ‘apostar’ na Bolsa de Valores e temos uma população com medo de investir em ações e perder seus recursos.
Investimentos em renda variável, incluindo ações, não permitem apostas, previsões, uso de informações superficiais ou opiniões sem embasamento. Dessa forma, também não é uma opção interessante para quem decide fazer especulação, aplicar sozinho ou possui recursos limitados.
Não se trata, em hipótese nenhuma, de um universo proibido, mas requer dedicação, aprimoramento, conhecimento, informação adequada do mercado e entendimento da linguagem utilizada.
Assim como outros setores, a Bolsa de Valores possui uma ampla regulamentação e conta com legislação e instruções da CVM (Comissão de Valores Mobiliários), tornando-a um investimento transparente.
Apesar disso, o medo de perder o dinheiro investido ainda afasta a maioria das pessoas da Bolsa de Valores. Frequentemente, sou questionado sobre como é possível minimizar ou anular esse risco. Como citado anteriormente, não há como fazer tal previsão. Porém, a educação financeira pode ajudar o investidor a fazer suas escolhas de uma forma muito mais analítica.
Entender a macroeconomia do país auxilia a compreender, por exemplo, porque em determinado momento é mais interessante investir em empresas de algum setor mais específico, como alimentação, energia, construção civil, por exemplo.
Assim, como costumo ressaltar, se buscarmos a informação adequada e os meios confiáveis, teremos muitos investidores bem sucedidos. Afinal, a Bolsa de Valores é para todos.

Mauro Calil 
Palestrante, educador financeiro, fundador da Academia do Dinheiro, e autor dos livros “Separe uma verba para ser feliz” e “A receita do bolo”.
www.calilecalil.com.br